CIDADES
Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010, 02h:33
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PERÍDO DAS ÁGUAS
Em Barão, rio Cuiabá está a 60 cm da cota de alerta
MARICELLE LIMA
Especial para o Diário
Faltam apenas 60 centímetros para ser considerado na cota de alerta o nível do rio Cuiabá no município de Barão de Melgaço, distante 121 quilômetro de Cuiabá, devido à forte chuva que cai na região desde a semana passada. A Defesa Civil do Estado registrou ontem 6.22 metros, sendo que o alerta se dá com 6.80 metros. Na comunidade de Fazenda Mimoso, 12 quilômetros de Barão, o rio está próximo da margem da MT-361, único acesso ao município. De acordo com Feliciano Gonçalves de Queiroz, morador da região, graças à pavimentação que aumentou a margem a água não deve transbordar e causar alagamentos. O município que já decretou estado de alerta e observação é Peixoto de Azevedo, 697 quilômetro de Cuiabá, na região norte do Estado. Cerca de 10 mil pessoas que vivem nas comunidades rurais estão ilhadas devido ao transbordamento do rio Peixoto, que atingiu 23 pontes de acesso às localidades. O rio está 14 metros acima do seu nível. As comunidades isoladas são Antônio Soares, Vida Nova I e II, Planalto Iriri, São Luis, São José União e distrito União do Norte. Na sexta-feira, técnicos da Defesa Civil do Estado estiveram no município para vistoriar as áreas atingidas pela chuva. Somente em um dia, a chuva registrou 150 milímetros, o esperado para um mês inteiro. Desde 2002 não chove tanto na região. Na época, várias comunidades também ficaram isoladas, mas como o pior ainda estar por vir, a preocupação da população é que até o mês de março, considerado mês das águas, ainda chova muito mais. Segundo o prefeito municipal Sinvaldo Santos Brito, conforme levantamentos feitos pela Secretaria Municipal de Transportes, as obras nas 23 pontes que foram destruídas estão em processo de recuperação, mas pouco se pode fazer neste momento. Ele destacou que as medidas estão sendo tomadas, mas se não houver ajuda do governo do Estado e do federal, o município corre sério risco de ter problemas ainda maiores. No Assentamento Vida Nova II, um produtor rural, ao tentar atravessar uma estrada alagada montado numa égua, por pouco não morreu afogado. O animal entrou numa área alagada mais profunda e não conseguiu fazer a travessia e não resistiu.