CIDADES
Terça-feira, 24 de Setembro de 2013, 20h:13
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CONCURSO DA AL
Edital será reaberto na sexta-feira
Deputado Romoaldo Júnior afirma que Fundação Getúlio Vargas será responsável pela prova e que o número de vagas será mantido no certame
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Suspenso há dois meses, o edital do concurso público da Assembleia Legislativa de Mato Grosso será lançado na próxima sexta-feira (27), prevendo provas para dezembro. O anúncio foi feito ontem pelo presidente do Poder Legislativo, deputado Romoaldo Júnior (PMDB). A elaboração do certame ficará sob a responsabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGV). "(Ante)Ontem assinamos o contrato com a Fundação Getúlio Vargas, que já foi enviado para publicação", informou o deputado, destacando que a instituição possui referência nacional na realização de concursos federais, estaduais e municipais. A estimativa é que 80 mil pessoas realizem a inscrição. "Já tem até bolsa de apostas. Até porque salário é muito bom". A partir de sexta-feira, os interessados terão 25 dias para realizar as inscrições. As taxas continuarão as mesmas: R$ 70 para nível médio, R$ 120 para o superior e R$ 150 para procurador (nível superior B). Aqueles que se inscreveram anteriormente terão que realizar novamente o procedimento. Muitos deles, já buscam o ressarcimento do valor junto ao Banco do Brasil. Os pedidos de isenção poderão ser feitos durante três dias. Conforme Romoaldo, serão mantidas 430 vagas, sendo 168 com chamamento imediato e 262 para cadastro de reserva. Pelo novo edital, a data da prova está prevista para o dia 8 de dezembro. A convocação dos aprovados começará no dia 2 de fevereiro para os níveis médio e superior. Apenas a vaga para procurador que chamaremos no dia 28 de fevereiro, disse. Conforme Romoaldo Júnior, as provas serão realizadas a custo zero para a Assembleia Legislativa. Já a FGV ficará com a renda das taxas de inscrições. Ele lembrou ainda que a cada concursado chamado, um comissionado será dispensado. Atualmente, a Assembleia Legislativa conta com mil comissionados, 400 funcionários de carreira e mais 400 aposentados. SUSPENSÃO - Lançado no dia 16 de julho, o processo seletivo da assembleia foi suspenso após a decisão do Ministério Público do Estado (MPE) investigar denúncias feitas contra o edital do concurso. Uma delas, feita por aluno e profissionais graduados em Comunicação Social, com habilitação em Rádio e TV. Eles reclamavam de que as cinco vagas destinadas aos radialistas exigiam apenas o nível médio, sendo que a profissão exige graduação na área. Em agosto, o IDP Cursos e Projetos, então instituição responsável pelas provas, anunciou sua desistência. Ontem, Romoaldo Junior garantiu que todos os problemas relacionados ao concurso público, reclamados por diversas entidades como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE) e grupo de radialistas, foram sanados.