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CIDADES
Quinta-feira, 28 de Abril de 2011, 22h:03

INSEGURANÇA

Donos de postos pedem providências

Empresários espalharam por seus estabelecimentos em Cuiabá e VG faixas pedindo segurança para trabalhar. Setor registra 1 assalto a cada 24h

ALECY ALVES
Da Reportagem
Os postos de combustíveis de Cuiabá e Várzea Grande estão protestando contra a violência. Ontem, dezenas deles amanheceram com faixas pretas com a seguinte frase exposta: “chega de assaltos, precisamos de segurança para trabalhar”. De acordo com o sindicato das empresas do setor, o Sindpetróleo, um assalto é registrado a cada 24 horas em Cuiabá e Várzea Grande nos postos. Conforme o primeiro-secretário da entidade sindical, Bruno Borges, a expectativa é de que, com essa manifestação, os empresários e trabalhadores do setor chamem atenção das autoridades de segurança e gestores públicos para a falta de segurança. Borges diz que não há índices específicos sobre os assaltos porque muitos empresários já perderam as contas de quantas vezes eles e seus empregados foram rendidos e mantidos sob a mira das armas dos bandidos na iminência de ser mortos. Mês passado, informou, diretores do Sindpetróleo tiveram uma audiência com representantes da Segurança Pública, dos quais ainda esperam ações para reforçar o policiamento. Além de reduzir o número de roubos, querem que os ladrões sejam presos. Borges reclamou que pouquíssimas vezes os bandidos são identificados e quando acontecem prisões não são duradouras. “Em poucos dias os criminosos estão nas ruas novamente”. Wilson de Jesus, 33 anos, já perdeu as contas de quantos assaltos enfrentou nos 10 anos como frentista do posto Vip da avenida XV de Novembro, no bairro do Porto. Jesus sabe que foram mais de 25, mas não poderia dizer com exatidão porque parou de contar. No posto onde trabalha, ele e seus colegas aprenderam a ver essa situação com bom humor, chegaram até a fazer o perfil de alguns dos assaltantes. Dois tipos seriam o “assaltante executivo”, aquele que chega de terno, gravata e pasta, e “assaltante cliente”, o que chega de moto, pede para abastecer R$ 5, paga com uma nota de R$ 10 e anuncia o assalto quando recebe o troco. No Posto Free do Porto, uma rede com oito unidades em Cuiabá e Várzea Grande, o gerente Vilmar Almeida disse que os assaltos já levaram muitos funcionários a pedir demissão. Almeida contou que esse posto chegou a ser roubado cinco vezes na mesma semana.

Edição EDIÇÃO 16967




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