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CIDADES
Sábado, 06 de Abril de 2013, 13h:32

Documentos têm figuras ilustres

Quando morreu, em 1952, o professor, historiador, parlamentar e acadêmico Philogônio de Paula Corrêa era muito mais do que títulos. Morto aos 66 anos, foi reverenciado em jornais, discursos e declarações de grandes figuras políticas e da sociedade cuiabana. Posteriormente, foi homenageado e teve o nome dado a uma escola no bairro Campo Velho. O que pouca gente, ou quase ninguém sabe, é que Philogônio foi acusado de defloramento de uma jovem no ano de 1927. O crime, extinto nos dias de hoje, era caracterizado por desvirginar uma garota antes do casamento. Segundo conta o processo do 6º Cartório Penal, às 14 horas, do dia 26 de fevereiro de 1926, ele levou a adolescente, de 18 anos (na época a maioridade só era adquirida aos 21 anos), Maria Rute, que atendia pela alcunha de ‘Bugrinha’, para o quarto. Eles passaram horas e horas no local, onde foi concluído o ato. Mesmo tendo assumido o ato, o processo foi arquivado já que advogado de Bugrinha foi acusado de apenas levar o caso adiante por ter uma rixa pessoal com Philogônio, a quem perdeu espaço na Academia Mato-grossense de Letras. “O crime era muito comum na época, as meninas defloradas só tinham duas opções ou casar com o sujeito ou virar prostituta. Por isso o alto número de processos”, afirmou o historiador e mestre em história pela Universidade de Mato Grosso, Hélio Santos. (GN)

Edição EDIÇÃO 16967




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