As empresas de vigilância não aceitaram a proposta formulada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) semana passada, o que mantém o impasse entre patrões e empregados e prolonga a greve dos vigilantes, que já dura oito dias. Com a continuidade da paralisação, vigilantes e empresas ajuizaram o dissídio de greve, quando a Justiça decide valores. Uma reunião mediada pelo MPT foi realizada na tarde de ontem. O objetivo era entrar em um consenso e terminar o impasse que paralisa cerca de 2 mil seguranças privados que trabalham em bancos, hospitais, financeiras e outras empresas. Na última sexta-feira, o Ministério Público interveio e propôs que os níveis salariais fossem equiparados aos valores adotados pela mesma categoria na cidade de Campo Grande (MS): salário-base de R$ 561, mais R$ 56 de vale-alimentação, 7% de prêmio por assiduidade e o pagamento de indenização por perdas salariais - R$ 200 por ano, divididos em quatro parcelas de R$ 50 pagas bimestralmente. O presidente do Sindicato das Empresas de Vigilância e Transporte de Valores, Maurício Alves, alegou que os empregadores não têm condições econômicas para fazer o reajuste repentinamente. A inviabilidade econômica nos impede de aceitar esses valores. Todas as empresas foram contra, justificou. Ele também explicou que as gestões anteriores do sindicato patronal deixaram acumular perdas salariais para as categorias. E, agora, é impossível reaver todas essas perdas de maneira brusca. Para Valteir Laureano, presidente do Sindicato dos Vigilantes, as empresas se mostraram irredutíveis às propostas apresentadas pela categoria e pelo MPT. Além disso, Valteir deixou claro que a greve continua até que a Justiça tome alguma decisão.