CIDADES
Segunda-feira, 30 de Junho de 2014, 21h:35
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CASA DE CÂMBIO
Dez testemunhas devem ser ouvidas
A primeira audiência da ação que apura tentativa de assalto que terminou com duas mortes trágicas está programada para amanhã
ALECY ALVES
Da Reportagem
Acontece amanhã, a partir das 13h30, a primeira audiência da ação que apura a tentativa de assalto a uma casa de câmbio que terminou de maneira trágica, com duas mortes. O crime ocorreu na Casa de Câmbio Rápido, na avenida Getúlio Vargas, em 24 de fevereiro deste ano. Além da funcionária da empresa, Karina Fernandes Gomes, 19, morreu o soldado da Polícia Militar, Danilo César Fernandes Rodrigues. As duas vítimas foram mortas por disparos efetuados pelo soldado PM Leandro Almeida de Souza durante troca de tiros com o assaltante, posteriormente identificado como sendo Edilson Pedroso da Silva, 28 anos. Investigações policiais e laudos comprovaram a origem dos disparos, mas no processo em curso o único réu é o assaltante. A polícia concluiu que no momento que Edilson invadiu a empresa, com a intenção de assaltá-la, conforme confissão feita à polícia, os dois policiais estavam em seu interior. O assaltante relatou que confundiu os PMs com vigilantes, não os reconheceu por causa da nova farda(mudança do fardamento ocorreu em novembro de 2013). Na semana passada, a juíza da 8ª Vara Criminal, Maria Rosi de Meira Borba, mais uma vez decidiu pela permanência do acusado na prisão. A decisão dela acompanhou o parecer da promotora Julieta Nascimento Sousa, contrário ao pedido de revogação apresentado pela Defensoria Pública. Na decisão, a juíza escreveu: Não se pode desconsiderar que o acusado, segundo consta nos Antecedentes Criminais emitidos pelo Sistema Apolo (sistema de acompanhamento e atualização) responde a muitos processos nesta Comarca e já sofreu pelo menos três condenações. Pelo menos 10 testemunhas estão sendo convocadas para a audiência, incluindo quatro policiais militares, uma investigadora da Polícia Civil, dois funcionários da Casa de Câmbio, a dona de uma farmácia vizinha e uma pessoa que passava pela rua no momento do crime. Pela tentativa de roubo, Edilson Silva está enquadrado em diversos crimes, entre os quais roubo(artigo 157) prática de dois ou mais crimes idênticos mediante mais de uma ação ou omissão (art. 69). Ele permanece preso no Centro de Ressocialização de Cuiabá(CRC), antigo Carumbé. JUSTIÇA MILITAR Contra o soldado PM Leandro Almeida, apontado como autor dos disparos, há uma ação na 11ª Vara, exclusiva de ação contra militares. Distribuída em março, a ação pouco tramitou. O último registro de atualização é do dia 24 do mesmo mês, quando os autos foram para a Coordenadoria das Promotorias Criminais. Um dia antes, o juiz Marcos Faleiros da Silva registra que o processo inicialmente tramitou na 1ª Vara Criminal, com evidências da prática de crime de competência do Júri, mas no decorrer das investigações, constatou-se fortes indícios da prática de crime militar, uma vez que o suposto delito de homicídio culposo, teria sido praticado por militar contra militar, no exercício da função, atraindo a competência com relação a vítima civil, já que há elementos da prática do crime na modalidade culposa, excluindo a competência do Tribunal do Júri.