CIDADES
Quinta-feira, 18 de Março de 2010, 21h:50
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ASFALTO
Desníveis nas pistas atravancam tráfego
Nas ruas centrais, valetas para fluidez pluvial, pavimento castigado pelo peso dos veículos e quebra-molas irregulares devem ser consertados
As ruas de Cuiabá têm sido um motivo e tanto para reclamação por parte dos motoristas, dada a quantidade de buracos. Mas quem dera fossem eles o único problema estrutural que acomete nossas vias: em pontos estratégicos do Centro da cidade, o próprio asfalto cede e cria desníveis que obrigam os carros a se afundarem para poder passar. Em outros pontos, lombadas mal estruturadas parecem até muretas, mais propensas a danificar o escapamento dos veículos que para controlar a velocidade do tráfego. Já em outros pontos, elas estão pela metade. Como parte da série de matérias sugerindo melhorias simples e imediatas para o trânsito cuiabano, hoje o Diário aponta como podem ser significativos alguns pequenos reparos na estrutura viária central. Para a prefeitura, tais intervenções deveriam ser cotidianas. Deixados de lado, alguns destes pequenos problemas se tornaram grandes inconvenientes, pois passaram a receber muito mais veículos. Exemplo é o cruzamento das avenidas Marechal Deodoro e Isaac Povoas. Ali, um desnível do asfalto aberto para fazer escorrer água da chuva é responsável por quase fechar o cruzamento nos horários de pico. Não se trata de um buraco, mas o desnível do pavimento acaba engolindo meio pneu e os motoristas precisam reduzir a velocidade para passar com direção à rodoviária. Tal vagarosidade gera filas que comprometem todo o fluxo e provocam até pequenos acidentes. Até para passar pedestre fica ruim. Direto dá uns acidentes aí, confirma o motoqueiro Elso Rufino, 43 anos, há dez trabalhando para uma loja do cruzamento. E o pior é que um problema se segue ao outro. Caso queira se deparar com outro desses, basta o motorista seguir a Getúlio Vargas e tomar a Estevão de Mendonça; só para citar mais um dentre tantos casos. INCONVENIENTES - Outros inconvenientes são alguns quebra-molas que só obrigam o motorista a reduzir a velocidade por medo de danificar o carro. Os exemplos estão em áreas centrais como o último quebra-mola antes do viaduto da Marechal Deodoro sobre a Miguel Sutil (sentido rodoviária), mas se espalham pelos bairros e chegam a desconcertar pelo desleixo: na avenida Tancredo Neves há quebra-mola que, de tão danificados, cobre apenas metade da pista. Já em outros trechos, o motorista acaba se deparando com um asfalto cambaleante, tão castigado pelo calor e pelo peso dos veículos - de qualidade duvidosa que balança os carros. É assim a avenida Dom Aquino, nos fundos do Colégio Salesiano São Gonçalo, e era assim na avenida Coronel Escolástico, em frente à Igreja do Rosário, o que foi resolvido recentemente. Segundo o responsável pela intervenção, secretário municipal de Infra-Estrutura Euclides Santos, o mesmo processo de restauração de pavimento acontecerá em outras vias a partir da semana que vem. Já o secretário de Transportes Urbanos e responsável pela instalação e manutenção de quebra-molas, Edivá Alves, pediu para se pronunciar hoje.