CIDADES
Sexta-feira, 05 de Junho de 2009, 21h:35
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PARQUE NACIONAL
Depois de cinco anos, sai plano de manejo de Chapada
RENÊ DIÓZ
Especial para o Diário
O Parque Nacional de Chapada dos Guimarães comemorou ontem o Dia Mundial do Meio Ambiente com a publicação, no Diário Oficial da União, do seu Plano de Manejo. Foram cinco anos de elaboração e dois meses de tramitação em Brasília para entrar em vigor o instrumento que, finalmente, proporcionará ao Parque uma gestão ambiental e turisticamente eficiente devido ao seu zoneamento. O Plano divide os 33 mil hectares do Parque em zonas de diversos interesses. A maior parte do Parque mais de 68% - está denominada como zona primitiva, onde é permitido o mínimo de intervenção humana, sendo prioridade a conservação da fauna e da flora. Exemplos são o alto dos paredões e a parte de baixo da Cidade de Pedra, um dos pontos turísticos mais procurados. Lá, será permitida a visitação rústica, por meio de uma trilha, mas nenhuma grande estrutura. Basicamente, consolidamos as regiões tradicionalmente mais procuradas para visitação turística, resume o chefe do Parque, Cecílio Vilabarde Pinheiro. Ele explica que, para o turista, nada muda, a não ser que a exploração do espaço será organizada. Nos lugares fechados à visitação ou pesquisa, uma placa indicará a interdição e qualquer atentado contra a preservação da natureza poderá ser legalmente punido. Este é um dos efeitos da existência de um Plano de Manejo, por meio do qual os fiscais do Parque podem trabalhar. Outros importantes pontos de visitação continuarão a ser visitados, mas não sem algum controle. O Véu de Noiva, cartão-postal do Parque, é uma área de uso intensivo 3% do Parque. Ou seja, a premissa é de manter o ambiente o mais próximo do natural, mas algumas obras podem ser feitas para possibilitar a exploração turística, como mirantes, passarelas e centro de visitantes. Vilabarde cita até um projeto em estudo na Secretaria de Estado de Turismo (Sedtur) que inclui essas intervenções na parte de cima do Véu. Já na parte de baixo, a vegetação está incluída numa zona intangível. Ou seja, ali, a premissa é de conservação total e uso restrito. Essas áreas correspondem a mais de 16% do Parque. Além de promover a devida preservação ambiental por meio do zoneamento, o Plano de Manejo estabelece normas para a exploração do espaço natural. De acordo com Vilabarde, as pesquisas científicas que necessitam de amostras de fauna e flora agora serão permitidas no Parque, de acordo com as prioridades de sua administração. Outras informações e normas de cada área do Parque poderão ser consultadas pelo visitante a partir desta segunda-feira, quando o Plano de Manejo estará disponível no site oficial www.icmbio.org.br/parna_guimaraes.