CIDADES
Quarta-feira, 20 de Junho de 2007, 20h:20
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CASO TIJUCAL
Depois de 11 anos, mais um condenado
DoUglas Bazanini foi sentenciado ainda na terça-feira a cumprir 14 anos e seis meses de prisão, em regime fechado pela morte de Adriano de Lima
Após nove horas de julgamento, o júri popular considerou Douglas Bazanini de Souza culpado pelo assassinato de Adriano Barbosa de Lima, uma das vítimas do Caso Tijucal, ocorrido em 1996. A juíza presidente do Tribunal do Júri, Mônica Catarina Perri, condenou o réu a pena de 14 anos e seis meses de prisão em regime fechado por homicídio qualificado. O julgamento aconteceu na terça-feira e terminou depois das 22 horas. O advogado de Bazanini, Waldir Caldas, protocolou ontem na 1ª Vara Criminal um recurso de apelação para tentar anular o julgamento. Há no processo insuficiência de provas, disse o defensor. A decisão sobre o recurso pode levar meses para sair, segundo Caldas. O condenado já está no presídio Pascoal Ramos. Na sentença proferida anteontem, a magistrada determinou que ele não seja colocado com os demais detentos, para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal. No documento, ela negou o pedido da defesa para que Bazanini aguardasse em liberdade a decisão sobre a apelação. Extrai-se dos autos que o crime foi cometido em típica atividade de extermínio, pelo réu e terceira pessoa na qualidade de justiceiros´, trouxe um trecho da sentença. Bazanini é acusado de co-autoria pela execução realizada há 11 anos. No decorrer do processo, ele mudou a versão duas vezes. Quando prestou depoimento na delegacia, em 1996, confessou o crime. Depois, fugiu e foi encontrado apenas este ano. Durante a fase de instrução, há dois meses, declarou à juíza da 12ª Vara Criminal, Maria Aparecida Fago, que era inocente e que havia confessado na época por ter sido submetido à tortura. Ainda à magistrada relatou que conhecia o ex-policial João da Silva Mendes, conhecido como Mestre Caravelas, apenas da academia em que malhava, mas que nunca o levara ao Tijucal. Contudo, ontem, ele voltou atrás e admitiu que deu carona para Caravelas. Esse foi o fato que o incriminou. Caravelas foi condenado por autoria do crime e Bazanini foi visto com ele no dia em que a vítima, conhecida também como Talinha, foi seqüestrada na presença de uma amiga. A garota que reconheceu Bazanini era a principal testemunha do crime, mas nem precisou depor depois que o réu admitiu ter ido ao bairro. Caravelas foi condenado na época e há poucos meses ainda cumpria pena em liberdade. Ele e Bazanini foram ao Tijucal no dia 30 de maio de 1996, o ex-policial apontou uma arma para Talinha, que entrou no carro dirigido por Bazanini. O corpo do rapaz apareceu dois dias depois na lagoa do CPA. Talinha fazia parte de uma gangue de furtos do Tijucal.