CIDADES
Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010, 11h:34
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SAÚDE BUCAL
Dentistas esperam resposta da Saúde
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Sem nenhum avanço na negociação até o momento, a prefeitura de Cuiabá promete apresentar alguma novidade até o fim desta semana para tentar colocar fim à greve dos cirurgiões-dentistas do Sistema Único de Saúde (SUS) que já dura exatos 30 dias. Apenas os casos de urgência e emergência estão mantidos. A informação foi repassada ontem pela assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Neste período, pelo menos 1.400 procedimentos como restauração e canal deixaram de ser realizados. Ninguém quer a greve, os profissionais não querem, mas querem ser valorizados, disse o presidente do Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso (Sinodonto), Gustavo de Oliveira. Além de pedir ao usuário que cobre da administração municipal o funcionamento absoluto do serviço, Oliveira também solicitou o apoio do Ministério Público do Estado (MPE) para que ajude a encontrar uma solução para o impasse. Enquanto isso, a categoria se mantém mobilizada. Nesta quinta-feira, a partir das 14 horas, os profissionais da área participam de reunião da CPI da Saúde, na Assembleia Legislativa. Vamos falar sobre a situação da odontologia em Cuiabá. A boca não é separada do corpo e se não tem boca saudável não se tem saúde, frisou Oliveira lembrando que problemas bucais repercutem em todo o organismo da pessoa. Na Capital são 280 profissionais, dos quais 135 estatutários e 145 contratados. Eles reivindicam a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), além de melhores condições de trabalho. De acordo com Oliveira, a categoria vem desde o ano passado mostrando à prefeitura a necessidade de reajustar o salário base de R$ 842. Estamos desde 1995 sem reposição das perdas, frisou Oliveira. Ainda no passado, a administração municipal teria sinalizado positivamente à reivindicação de recuperação salarial aos dentistas com aumento do atual valor para R$ 1,6 mil neste ano. Pela proposta, a categoria teria reajuste gradativo anual até 2014, ano em que os vencimentos alcançariam R$ 3 mil. A última contraposta feita pela administração foi reajustar o piso para R$ 1 mil. Até então, não houve avanços nas negociações.