CIDADES
Quinta-feira, 06 de Novembro de 2008, 20h:38
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Demanda de 2006 já era o dobro do efetivo que atua hoje em MT
Além da falta de estrutura nas delegacias do Estado, o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia de Mato Grosso, Dirceu Lino, também condenou o pouco efetivo de profissionais da segurança. Segundo o sindicalista, um decreto de 2006 prevê que Mato Grosso deveria ter 4 mil delegados e 4 mil investigadores, mas só tem a metade disso. A Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) vem a público para dizer que a Polícia Civil apresenta bons resultados. Mas, é claro. Se hoje uma delegacia conclui 100 inquéritos por mês, se tivesse mais profissionais, concluiria 200 ou 300, argumentou Lino. A insatisfação e o descontentamento dos delegados são tão evidentes, segundo Dirceu, que muitos já pediram exoneração após serem aprovados em concursos até mesmo fora do Estado. DIRETORIA - Diante da queixa do delegado regional de São Félix do Araguaia, Ronan Gomes, o diretor de Polícia Civil, Lindomar José da Costa, anunciou que mais três delegados e 36 policiais civis serão nomeados para delegacias daquela região. Esse novo efetivo vai minimizar o problema e diminuir, com certeza, o estresse do colega (Ronan), assegurou. Conforme o diretor, a Sejusp está ciente do problema e estuda um plano emergencial para todo o Estado. Fizemos vários concursos, mas são insuficientes, frisou. Um levantamento realizado pela Polícia Civil apontou que 42 municípios estão sem delegados. Os inquéritos e flagrantes são feitos por delegados de cidades vizinhas. Delegados ouvidos pela reportagem explicaram que essa situação não é recente. Há mais de 10 anos, os municípios do interior convivem com essa triste realidade. Em alguns casos, somos obrigados a passar mais tempo viajando do que nas delegacias. Quem faz tudo é o escrivão e o policial. No singular, porque em algumas delegacias só tem um escrivão e um investigador, disse um delegado que atualmente trabalha numa Especializada da Capital. (AR E AA)