CIDADES
Sábado, 02 de Junho de 2012, 00h:24
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INVESTIGAÇÃO
Delegada solicita o exame de DNA no caso Maiana Mariano
ADILSON ROSA
Da Reportagem
Diante de tanta polêmica sobre a identificação da adolescente Maiana Vilela Mariano, de 16 anos, a delegada Anaíde Barros decidiu ontem solicitar o exame de DNA da ossada localizada num terreno no Coxipó do Ouro para confirmar que se trata mesmo da adolescente. Na parte da manhã, a mãe da adolescente Suely Mariano esteve na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa para fazer a coleta de material. O exame será realizado pelo Laboratório Forense de Mato Grosso e o resultado chegará em 30 dias. O resultado do laudo da arcada dentária da adolescente já havia confirmado se tratar da menor, mas a delegada quer mais de uma prova sobre a ossada. É um caso que trouxe clamor à sociedade, um caso em que não podemos deixar um milímetro sequer de dúvidas. Daí a necessidade do exame de DNA, destacou. A delegada havia desistido do exame de DNA por causa do resultado da arcada dentária, mas com a demora do resultado do laudo, embora seja positivo, fez com que mudasse de ideia. Além disso, o exame de DNA não será feito no Instituto de Medicina Legal, que ainda não definiu a data da liberação dos restos mortais da adolescente para a família fazer o sepultamento. A delegada lembrou que a identificação não é um detalhe, mas parte principal das investigações, uma vez que está confirmado se tratar da vítima em questão. Dos oito presos pelo assassinato da adolescente, quatro já foram liberados na noite desta sexta-feira. Trata-se Fernando Modesto Vale, Valquíria Caldas de Oliveira, Jovanildo Batista, marido de Valquíria, e o jovem Eduardo Conceição Amorim, de 18. A delegada entendeu que eles não participaram da execução, mas sabiam do crime. A prisão temporária foi revogada após o depoimento deles que contribuíram para esclarecer o assassinato e também apontar os autores. Continuam presos o empresário Rogério Silva Amorim, de 38 anos, a esposa dele Calisângela de Moraes, de 36. Como executores, Paulo Ferreira Martins e Carlos Alexandre Nunes da Silva, que teriam recebido R$ 5 mil pelo crime, além de uma moto. A delegada deverá solicitar, ao término dos 30 dias, a prisão preventiva dos quatro. A delegada Anaíde Barros assegurou que o empresário planejou o crime. Rogério armou uma cilada para ela. Tudo foi premeditado, declarou. "Ele estaria sofrendo chantagem por parte da adolescente. Agora não sabemos ainda se descobrir algo dele da vida particular. Ele teria comentado com os executores que a razão da morte dela seria porque estaria sofrendo extorsão", completou a delegada.