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Sábado, 07 de Fevereiro de 2009, 15h:02

Defesa sustenta tese de armação

O advogado Eduarti Matos Fraga foi o único defensor do fazendeiro Sebastião Alves de Almeida, o “Chapéu Preto”, localizado pela reportagem. Apesar de não estar mais ligado ao processo judicial no qual o ex-cliente é acusado de submeter trabalhadores a situação análoga à escravidão, ele afirma que a versão do Ministério Público Federal é fantasiosa. Na tese da defesa, a denúncia teria sido feita apenas para fundamentar uma invasão rural à fazenda Cinco Estrelas, localizada no município de Novo Mundo, vizinho a Peixoto. “Nunca houve provas concretas de coação por parte do Sebastião contra os trabalhadores. Não se provou a existência de violência. Nada consta nos autos. A motivação que levou à denúncia foi o desejo de desapropriar a área dele e repassá-la a movimentos que querem terra”. Ele aponta a Pastoral da Terra, autora da denúncia que motivou a ação de fiscalização, como a principal entidade interessada na desapropriação. “Eles aproveitaram que estava sendo feito um trabalho no pasto e pediram a ação de fiscalização, para montar algo contra o Sebastião”. Fraga afirma ter pedido o contato com Chapéu Preto, mas que conversa às vezes com outro advogado, que o substituiu. Fraga frisa que o processo ainda está em andamento, na fase de instrução, para produção de provas. “O que esperamos é que a Justiça seja serena e dê uma sentença condizente com a realidade, pois os trabalhadores nunca foram agredidos”, defende. A esposa de Chapéu Preto, Raimunda Abreu Maciel, que também é ré no processo, chegou a falar com a reportagem por telefone ontem e na semana passada mas, assim como o marido, não quis dar entrevista. Ela informou o telefone do advogado do casal, que estava com o celular desligado durante várias tentativas de contato. A Justiça Federal não respondeu às perguntas solicitadas via assessoria de imprensa. Leia também #LINK#338924#Caso mais grave de escravidão em Mato Grosso está impune #LINK#338925#Defesa sustenta tese de armação #LINK#338926#Artimanhas se renovam no crime #LINK#338927#Medo impunha vigílias sob lona #LINK#338928#Sociedade precisa denunciar e exercer pressão política #LINK#338929#Corrente servia para evitar fuga #LINK#338930#‘Protetora’ é alvo de atentados

Edição EDIÇÃO 16962




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