Cirurgias ortopédicas que necessitam da colocação de pino estão paradas no Hospital Metropolitano, unidade ligada à Secretaria de Estado de Saúde (SES). Os procedimentos cirúrgicos não estão sendo realizados por conta de um defeito no equipamento denominado arco cirúrgico. Minha esposa está internada desde o dia 10 deste mês e depende desse aparelho para fazer a cirurgia, comentou o produtor rural Oronízio Duarte de Oliveira, de 62 anos. Morador de Guarantã do Norte, Oliveira conta que a sua esposa Aguinalda sofreu um acidente no dia 22 de novembro, na BR-163, entre os municípios de Terra Nova e Santa Helena. Ela foi encaminhada para o Hospital Regional de Colíder, mas acabou sendo transferida para o Metropolitano. Ela fraturou o braço e a perna esquerdos, comentou. Até onde eu sei é que a peça do equipamento era pra ter chegado na semana passada. Agora, o que estão falando é que virá de São Paulo e é para chegar entre hoje (ontem) e amanhã (hoje), disse. Oliveira lembra que a recuperação da mulher depende da intervenção cirúrgica. O atendimento no hospital no geral é bom, mas falta o equipamento para que a cirurgia seja feita e para que a recuperação da minha mulher aconteça o mais rápido possível, frisou. Outro parente de paciente internado no Metropolitano, que preferiu não se identificar, também confirmou que os procedimentos estão suspensos. Não é o caso da pessoa que conheço e que está internada ai, mas as informações dos próprios funcionários é que as cirurgias que precisam de pino realmente não estão sendo realizadas por falta desse aparelho, reforçou. O arco cirúrgico é um equipamento responsável por fornecer imagens em tempo real (apresenta com clareza as fraturas e a colocação de próteses e pinos). É primordial em um centro cirúrgico, garantindo maior segurança aos cirurgiões durante as intervenções ortopédicas. Por meio da assessoria de imprensa, a SES informou que o arco cirúrgico é da fabricante Siemens, com sede em São Paulo, e que o conserto necessita de profissionais especializados. Segundo a SES, ainda nesta semana técnicos da empresa chegam ao Estado para resolver o problema. O número de pessoas que aguardam por cirurgia não foi informado.