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CIDADES
Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007, 18h:42

OPERAÇÃO ÍCARO

De 7 presos, três de MT

Desencadeada para combate ao tráfico internacional de drogas, ação da PF ocorreu no Estado, em MG, SP e RJ

KEITY ROMA
Da Reportagem
A Polícia Federal prendeu ontem sete pessoas durante a Operação Ícaro, desencadeada para desarticular uma quadrilha de tráfico internacional de drogas com atuação em Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Três acusados são do Estado e ainda há um quarto integrante sendo procurado aqui. Do total de 17 membros da quadrilha, cinco estão foragidos e quatro já estavam presos. A Justiça emitiu ao todo 13 mandados de prisão. Também foram cumpridos sete do total de 12 mandados de busca e apreensão. Os envolvidos de Mato Grosso são acusados de intermediar a compra de pasta-base de cocaína da Bolívia para traficantes que beneficiavam a droga em um laboratório em Minas Gerais e a revendiam no eixo Rio-São Paulo. Pela manhã, a PF prendeu Agiro Bites de Figueiredo em Várzea Grande. Ele cedia a conta bancária para a quadrilha fazer movimentações financeiras, segundo a polícia. O dinheiro utilizado para comprar a droga passaria pela conta dele. Agiro foi preso em casa. A irmã e o cunhado dele também foram detidos. Apesar dos mandados de prisão preventiva de ambos terem sido expedidos pela Justiça Federal em Cáceres, Vicência Anália de Figueiredo e Ascencio Pedraza Lopes foram encontrados no estado de São Paulo. Com eles, a polícia achou 100 mil dólares e R$ 50 mil dentro de um carro. A proveniência do dinheiro ainda será investigada. A PF conseguiu a quebra do sigilo bancário dos envolvidos. Ascencio já tinha passagens policiais pelo mesmo crime e participava do tráfico intermediando as relações comerciais entre os brasileiros, que compravam a droga, e os bolivianos. Também foi preso com ele Fernando Pereira da Silva, que mora em Minas Gerais, e é apontado como a pessoa de confiança do traficante paulista que articulava todo o esquema, Ezequiel Júlio Gonçalves. Ezequiel já estava preso. Depois dele, a polícia considera o carioca Joacy Gomes Santana a segunda figura forte do grupo. “Ele financiava a quadrilha. Adquiria o produto e o revendia principalmente no Rio de Janeiro, mas também em São Paulo”, disse o delegado de Repressão a Entorpecentes de Mato Grosso, Ciro Tadeu Moraes. A droga entrava no Brasil pela fronteira com o Estado, com mais freqüência por uma fazenda – que será seqüestrada - localizada em Porto Esperidião, e por Cáceres. O grupo pretendia usar um avião para fazer o transporte com mais rapidez, o que não chegou a acontecer. Daí vem o nome Operação Ìcaro, para fazer alusão à história do deus que queria voar, mas suas asas derreteram ao se aproximar do sol. A PF estava monitorando o grupo desde junho, quando começou a investigar Ezequiel. Em julho, um caminhão com 50 quilos de drogas foi preso em Minas Gerais. Na ocasião, estavam no veículo dois irmãos do traficante e outros dois companheiros. Todos estão presos. A PF estudará medidas para prender também o traficante boliviano Dagoberto Pedraza, que está no país vizinho.

Edição EDIÇÃO 16967




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