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Sábado, 15 de Dezembro de 2007, 14h:00

UFMT

De 30 a 60 dias para fim de inquérito

RICARDO COSTA
Da Reportagem/Rondonópolis
Ontem pela manhã, o delegado Antonio Carlos Araújo, responsável pelo inquérito que apura as mortes dos funcionários da UFMT em Rondonópolis, disse que só dentro de 30 ou 60 dias o inquérito será finalizado na Polícia Civil. “Não posso mais falar sobre o assunto. Agora, a apuração dos crimes corre sob segredo de justiça”. Na chacina foram mortos a pró-reitora Sorahia Miranda Lima, o professor de Zootecnia Alessandro Luís Braga e o prefeito do campus da cidade, Luiz Mauro Pires Russo. A afirmação do delegado veio como resposta à informação de que havia sido preso mais um suspeito do caso. De acordo com as informações apuradas em Cuiabá pela reportagem, na sexta-feira um novo preso, que atende pelo apelido de “Cavalo”, teria participado de uma acareação com Wilson Francisco da Silva, o “Russo”, principal suspeito das mortes. As informações ainda dão conta que Cavalo é quem teria fornecido a arma do crime a Wilson. O delegado não confirmou a informação, “como já disse, só falarei do caso dentro de 30 ou 60 dias, quando finalizar o inquérito”. Ontem pela manhã, Araújo era esperado na delegacia regional, mas não apareceu. “Estou trabalhando neste caso 24 horas por dia, mas não preciso ir à delegacia para fazer a investigação” afirmou, por telefone. Na delegacia da Polícia Federal, somente um escrevente esteve na manhã de ontem, o delegado federal responsável pelo caso, Alex Sandro Biegas, não apareceu na DPF. De acordo com a informação recebida de Cuiabá, Cavalo também haveria sido visto no local do crime por uma testemunha. A reportagem também conseguiu apurar que Cavalo negou qualquer envolvimento com o caso no depoimento. “Não entreguei arma nenhuma, nem estive no lugar do crime”, teria afirmado Cavalo, segundo informações.

Edição EDIÇÃO 16962




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