Muletas, cadeiras de roda e andadores são alguns dos aparelhos a serem utilizados hoje, a partir das oito horas da manhã na Praça da República, por cerca de 20 pessoas que não são portadoras de deficiência. A simulação é uma oficina de vivência programada para o curso sobre acessibilidade oferecido no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea). Givaldo Dias Campos é coordenador do Grupo de Trabalho de Acessibilidade do Crea e explica que a oficina, além de qualificar o grupo de trabalho, visa sensibilizar os participantes para a necessidade de se pensar a acessibilidade. É necessário que eles sintam na pele como são as dificuldades que um portador de deficiência ou idoso sente para se locomover em espaços onde falta acessibilidade. Os participantes do curso são funcionários do Crea, da Prefeitura, engenheiros, arquitetos e convidados. O decreto-lei 5.296/04 estabelece para este ano o prazo limite para que as edificações privadas façam as adequações às regras de acessibilidade, instalando rampas, corrimãos, pisos táteis, sinalização, etc. O prazo para os prédios públicos já se encerrou e não são permitidas licitações para obras e veículos de transporte público que não tenham acessibilidade. Porém, segundo Givaldo, em Cuiabá a prefeitura tem inaugurado obras que não têm acessibilidade. Palestrante do curso, o arquiteto José Antônio Lanchoti aponta para a necessidade do Ministério Público se atentar para a falta de acessibilidade nos espaços urbanos.