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CIDADES
Quinta-feira, 04 de Fevereiro de 2010, 09h:33

MEDICINA

Curso da UFMT vai se mudar antes do HU

Reitoria decidiu, como já existe recurso, dar início a construção de nova faculdade a caminho de Santo Antônio antes de ter certeza sobre hospital

ALECY ALVES
Da Reportagem
Mesmo sem nenhuma previsão de liberação de recursos para construção no novo Hospital Universitário Júlio Muller, na rodovia de acesso a Santo Antonio de Leverger (Palmiro Paes de Barros), a reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) decidiu começar as obras do prédio da Faculdade de Medicina na mesma área do HUJM. A UFMT dispõe de cerca de R$ 3,5 milhões para erguer o primeiro bloco da faculdade, onde vão funcionar salas de aulas e laboratórios. Já para o hospital, pelo menos por enquanto, não há qualquer garantia de liberação de recursos. A expectativa da reitora, professora Maria Lúcia Cavalli Neder, é que em 2011 os alunos de Medicina comecem a faculdade no novo prédio. Ou seja, que os aprovados no vestibular nem frequentem o campus da avenida Fernando Corrêa da Costa. A reitora declarou que se não decidisse pela construção, a UFMT correria o risco de perder a verba. O prazo para investir o dinheiro se expira no final deste ano. Antes de abrir o processo licitatório, explicou Maria Lúcia, teve uma reunião com diretores da Faculdade de Medicina. Conforme ela, foi coletiva a decisão de erguer a faculdade numa distância de mais de 20 quilômetros do hospital onde os alunos passam grande parte do período dos estudos. Ele disse que o entendimento é de que um dia, demore dois, cinco ou mais anos, o HUJM seja construído naquela área. O que não poderia, completou, era de ter que devolver a verba ao governo federal. “A luta pela construção do hospital é permanente, não perdemos as esperanças”, ponderou. A reitora lembrou que no orçamento da União de 2009 havia R$ 14 milhões em emendas parlamentares para o hospital, mas o dinheiro acabou sendo retido pelo governo por causa da crise econômica. Para 2010, disse, a previsão subiu para R$ 26 milhões. Como a previsão orçamentária não é garantia de liberação, Maria Lucia Neder viaja semana que vem para Brasília na tentativa de obter do governo algo que possa assegurar essa quantia para as primeiras obras. Além disso, a reitora quer que a Agecopa (Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo de 2014) inclua o hospital entre os projetos que visam à melhoria dos serviços de Cuiabá como subsede da maior competição de futebol. Ela levou esse pedido à discussão para o governo do Estado. Inicialmente a UFMT previa um hospital de média complexidade com 180 leitos, que custaria R$ 97 milhões. No projeto final o número de leitos saltou para 250 e de média passou alta complexidade. Também aumentou a necessidade de recursos, agora terão de ser R$ 120 milhões.

Edição EDIÇÃO 16962




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