CIDADES
Quarta-feira, 16 de Julho de 2014, 21h:56
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CÃES E GATOS
Cuiabá se previne contra raiva animal
Com uma população de aproximadamente 110 mil cães e 42 mil gatos, Centro de Zoonoses (CCZ) já prepara nova campanha de vacinação
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Cuiabá conta com uma população de aproximadamente 110 mil cães e 42 mil gatos, animais que estão expostos a várias doenças. Entre elas, a raiva e a leishmaniose, que neste último caso afeta especialmente os caninos. Na capital, desde 2007, não são registrados casos de raiva, mas as ações de prevenção costumam ser intensificadas em agosto, popularmente conhecido como o mês do cachorro louco. No caso da leishmaniose, 15% das amostras de sangue colhidas nos animais com sintomas da doença têm dado positivo. Para prevenir a raiva a melhor forma é vacinação. De acordo com o médico veterinário do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Gustavo Mestre, a imunização é importante para manter a imunidade dos cães e gatos contra a doença. Desde 2007, não há registro de casos da raiva em Cuiabá graças à campanha de vacinação, afirmou. Segundo ele, a imunização contra o agravo em caninos e felinos faz parte do calendário nacional e está prevista para acontecer em agosto próximo, nos quatro distritos da cidade. A vacinação antirrábica funciona como uma barreira imunológica de proteção e impede que a doença volte. Por isso, é que todos os animais devem ser vacinados, reforçou. Porém, falta conscientização, pois no ano passado a capital não atingiu a cobertura preconizada de vacinação de 80%. Porém, independente da campanha, Mestre lembra que o CCZ conta com um posto permanente onde a vacina é disponibilizada o ano todo. O atendimento é feito de segunda a sexta-feira, em horário comercial. Já contra a leishmaniose também já existe vacina, mas por enquanto ainda não é disponibilizada pelo Ministério da Saúde. Por isso, a melhor forma de prevenção continua sendo medidas de higiene e limpeza, já que o vetor transmissor da doença, o flebótomo, também conhecido como mosquito palha ou cangalhinha, deposita seus ovos em ambientes úmidos e com matéria orgânica em decomposição como galhos, raízes, restos de comida ou fezes. Por isso é interessante manter os quintais limpos, reforçou. Ao ser acionado em caso de suspeita da doença no cão, o CCZ encaminha uma equipe à residência para a coleta de sangue, cuja amostra é encaminhada para o MT Laboratório. De cada cinco ligações que recebemos pelo menos uma amostra tem dado positivo, observou. Neste ano, o CCZ já fez a coleta de 300 amostras. Uma média de 15% deu positiva. Os animais que têm a doença confirmada são eutanasiados. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 3617-1680. CACHORRO LOUCO - não existe comprovação científica, mas acredita-se que a raiva realmente possa se espalhar mais facilmente nesse período por causa da maior quantidade de cadelas no cio (elas têm cios a cada seis meses em média). Na disputa pelo amor das fêmeas, os cães acabam brigando, aumentando, assim, as chances de transmissão da doença.