CRM orienta insatisfeitos a procurarem esfera federal
KEITY ROMA
Da Reportagem
Alvo de críticas e acusações de corporativismo no julgamento de processos administrativos referentes a casos de possíveis erros médicos, o Conselho Regional de Medicina (CRM) orienta que as partes insatisfeitas com os resultados dos procedimentos julgados pela entidade procurem a esfera federal da instituição ou a Justiça. O rito processual permite que familiares e vítimas recorram ao Conselho Federal de Medicina. O que é justo. É intolerável ouvir que os conselheiros são descomprometidos com a sociedade, o que soa como se aceitássemos a morte de uma pessoa sem que o responsável fosse punido, defendeu o presidente do CRM, Arlan Azevedo Ferreira. Familiares e amigos da oficial de justiça Heide Aparecida de Almeida, que morreu aos 34 anos em 2008, após ser submetida a uma cirurgia plástica no nariz, criticaram ontem a atuação da entidade no caso. O CRM arquivou o processo administrativo contra o cirurgião plástico Francisco Geraldo Lúcio da silva. A Câmara que acompanhou esse processo entendeu que tecnicamente não houve falha do profissional. A Heide sofreu uma parada cardiorrespiratória horas depois de ser operada, o que pode ter acontecido por uma embolia pulmonar, reação a algum medicamento ou algum outro fator. As evidências não permitem que a morte seja atribuída ao médico, falou Ferreira.