No Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM/MT) há procedimentos abertos para investigar casos de profissionais da área que têm indicado irregularmente aos pacientes o uso dos denominados produtos antienvelhecimentos ou mesmo para emagrecimento. Médicos que prescrevem irregularmente estas terapias estão apenas pensando no dinheiro. Comprovada a irregularidade, eles podem até perder o direito de exercer a profissão, afirmou o vice-presidente do CRM, Arlan Azevedo, os casos correm em segredo de justiça. Conforme Azevedo, além de proibidos de prescrever os anti-aging, os médicos têm o dever de alertar pacientes sobre os riscos do uso prolongado destes produtos. Azevedo destacou ainda que o Conselho Federal de Medicina (CRF) possui resoluções específicas que alertam sobre os males destes produtos. Têm que serem vistos com muito critério para não colocarem em risco a vida da pessoa, reforçou. Para os especialistas, é natural que o organismo das pessoas mais velhas apresente declínio de algumas substâncias. Porém, não é acrescentando vitaminas e hormônios que a pessoa deixará de envelhecer. Tudo em excesso faz o organismo trabalhar mais e é eliminado. Então, não precisa, reforçou o geriatra Luiz Gustavo Castro Marques. (JD)