Apesar de quase duas centenas de suspeitos de ataques a caixas-eletrônicos terem sido presos nos últimos três anos, a Polícia calcula que menos de 10% ainda estejam encarcerados. Os principais chefões já estão soltos tanto presos em Mato Grosso, como em outros Estados. A explicação é que a maioria deles foi presa por furto ou tentativa, crimes considerados de menor poder ofensivo. Não é possível dizer que dos presos no ano passado todos permanecem nas celas porque muitos deles foram indicados por furto, explicou um policial. Ele lembrou que dos 16 inquéritos instaurados pela Gerência de Combate ao Crime Organizado, em 11 os suspeitos foram indiciados pelo furto qualificado. No entendimento dos policiais, a legislação não acompanhou a tecnologia, uma vez que a pena é mínima e não garante a prisão dos suspeitos. Explodir um caixa-eletrônico equivale a arrombar a fechadura da porta de uma residência, infelizmente, observou um policial. O roubo de mais de 100 quilos de explosivos na última quinta-feira preocupa a polícia. O crime aconteceu em Nobres e os policiais não descartam a hipótese de haver uma nova onda de ataques a caixas-eletrônicos. Até agora, a dinamite não foi localizada. (AR)