Corregedoria manda que 69 presos voltem ao semi-aberto
NAÍLA ALBUQUERQUE
Da Reportagem
A Corregedoria Geral de Justiça de Mato Grosso ordenou que os 69 reeducandos de Rondonópolis que estavam em regime de prisão domiciliar retornassem ao semi-aberto. O juiz da 4ª Vara Criminal do Fórum da cidade, Wladimir Perry, teve conhecimento da decisão há quatro dias e tomou as providências para que se cumprisse a determinação. Porém, na sexta-feira, em uma reunião extraordinária, o Gabinete de Gestão Integrada (GGI) posicionou-se contra a Corregedoria. Há pouco mais de um mês atrás, o juiz Wladimir Perry expediu uma portaria que autorizava os 69 reeducandos do semi-aberto a cumprirem prisão domiciliar, porque a situação do prédio do semi-aberto era degradante. Com a revogação da portaria de Perry pela Corregedoria, os reeducandos foram convocados a voltar para o semi-aberto, anexo à Penitenciária Mata Grande. O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Adeir Alexander Froder, disse, após a reunião do GGI, que todos os integrantes do grupo se colocaram favoráveis à portaria. Antes de requerer que todos voltem ao semi-aberto é preciso viabilizar a construção de um espaço que tenha condições de ressocializar o preso, como o caso da colônia industrial. Do contrário, é inviável cumprir o recolhimento dos reeducandos ao semi-aberto, frisou. Outro ponto destacado pelo GGI é que o prédio destinado ao semi-aberto pegou fogo (após um curto-circuito) no início do mês passado, tornando inviável que o local volte a abrigar os reeducandos, sem que antes receba uma reforma. O GGI coloca como inviável o cumprimento da determinação da Corregedoria. O comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar, tenente coronel Pery Taborelli, disse que os 69 homens que cumprem prisão domiciliar não tiveram passagem pela polícia durante pouco mais de 30 dias.