CIDADES
Terça-feira, 03 de Novembro de 2015, 20h:18
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POLÍCIA MILITAR
Corregedoria da PM promete apurar suposto caso de abuso
YURI RAMIRES
Da Reportagem
A Corregedoria da Polícia Militar informou que está em fase de apuração da denúncia do pescador Wanderly Elizio de Oliveira. Conforme noticiado pelo Diário no último final de semana, policiais militares são acusados de terem violentado o filho dele, o menor W.S.O., 17 anos, no começo de agosto. O corregedor-geral da PM, o coronel Alexander Maia, espera que os fatos narrados pelo pescador não sejam verdadeiros. A Polícia Militar não concorda com essa atitude. O menor está preso acusado de roubo seguido de estupro. O crime aconteceu em 02 de agosto, quando ele e um comparsa invadiram a residência de um casal e durante a ação, teriam estuprado uma das vítimas. W. foi preso em sua casa, já que os próprios familiares acionaram a polícia. Para o pai, entregar o filho foi uma maneira de protegê-lo, mas não foi o que aconteceu, segundo o pescador. Na denúncia, o filho foi levado para o 4º Batalhão da PM, onde dois policiais teriam introduzido um cabo de vassoura em seu ânus. Se houver o laudo e a comprovação de qualquer tipo de irregularidade por parte dos nossos policiais, a lei é clara, e nós vamos fazer valer a lei, disse. A legislação prevê diversas sanções nas esferas judicial e administrativa, mas isso depende da gravidade dos fatos. Pode ser considerado crime de tortura, agressão e lesão corporal que aí já é crime militar além de responder de forma administrativa, que prevê desde prisões até a demissão do serviço público. Após a divulgação da denúncia, houve muita manifestação popular elogiando a atuação da polícia, ou seja, concordando com o suposto abuso. Porém, para o coronel, a atitude não reflete o que é ensinado e defendido pela instituição. A instituição não concorda com isso, não ensinamos esses valores. Mas, o policial é um cidadão, pai de família, tem esposa, filha e um crime como esse, o afeta, afinal ele não é uma máquina, disse. Maia explicou que os policiais são preparados para cumprir a lei e entregar os criminosos à Justiça, que vai julgá-los. Ao invés de comemorar esse ato, a sociedade devia cobrar mudanças na lei. A investigação deve ser concluída em 30 dias. Maia disse ao Diário que certamente, até o final do mês já teremos um resultado. No que diz respeito à condenação judicial do menor, o advogado de defesa Marco Antônio Rachid Jaudy afirmou que teria havido um erro judicial grave, uma vez que a sentença foi proferida sem mesmo as vítimas fazerem o ato de reconhecimento dos dois suspeitos do crime. O outro assaltante, de 18 anos, compareceu à delegacia dias após o crime, na presença de um advogado, e encontra-se em liberdade. Além da Corregedoria da PM, o pai do menor protocolou denúncia no Ministério Público Estadual (MPE).