O coordenador do ITA-Medicina do Colégio CIN, professor Manoel Júnior, reconhece que o ritmo de estudos dos alunos é bem puxado, porém diz que a escola adota meios que tornam as aulas mais atrativas. Um deles, cita, é a aula-integrada, quando dois ou mais professores de disciplinas diferentes atuam juntos na mesma sala. Uma aula como o tema Água, por exemplo, é ministrada e discutida como os alunos dos pontos de vistas químico, biológico e sociopolítico regional. A prova do Enem, lembra, apresenta essa interdisciplinaridade. Manoel Júnior conta que o colégio tem como política de ensino o sistema de ranqueamento dos alunos na fase de preparação ao vestibular. Seria uma maneira de mostrar o quanto precisam estudar e que o ingresso na faculdade pública não é um fácil. Mesmo assim, ele considera um crime, como se expressou, um adolescente de 17 anos ter que decidir a profissão que quer para a vida toda. Talvez por isso, Manoel Júnior aconselha os pais a não influenciarem a decisão dos filhos, o que agravaria mais a situação. Na opinião dele, o que faz a diferença na disputa pela vaga na universidade é a vontade, dedicação e disciplina do candidato. Este ano, cerca de 200 alunos do ITA-Medicina vão fazer o Enem e outros vestibulares. Nesse cursinho, a mensalidade custa R$ 1.021,00, fora R$ 930 das apostilas (para o ano todo). (AA)