CIDADES
Segunda-feira, 29 de Março de 2010, 22h:29
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SUS
Cooperação beneficia 18 mil usuários
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Ação de cooperação técnica entre o Governo do Estado e Cuiabá irá beneficiar 18 mil usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), em Mato Grosso. A expectativa é que um total de 21 mil procedimentos de média e alta complexidade sejam executados num prazo de 120 dias, podendo ser prorrogado por mais um mês. A pactuação também conta com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Consems/MT). A assinatura teve as presenças dos deputados estaduais Sérgio Ricardo, presidente da CPI da Saúde, e José Riva. Segundo o secretário de Estado de Saúde (SES), Augustinho Moro, para a ação o Estado vai disponibilizar, do seu teto financeiro, o valor de R$ 760.152,64, e Cuiabá entra com a contrapartida de R$ 324.054,16. Os recursos já estão garantidos, afirmou. Moro lembrou ainda que a ação vem sendo estudada desde o final do ano passado e concretizando neste momento em que o Estado e os municípios realizam a Programação Pactuada Integrada (PPI), cujos trabalhos terminam em abril próximo, e que tem o aval do Cosems. Entre os procedimentos que gerarão consultas e exames estão os de broncoscopia, retosigmoidoscopia, retinografia, espirometria, cintilografia miocárdio, cateterismo, colonoscopia, ultrassonografia, cardiologia, ortopedia, otorrinolaringologia e oftalmologia. Além da falta de investimento, os gestores criticaram o valor do pagamento para os procedimentos realizados pelo SUS. Um dos exemplos citados foi o de broncoscopia, que a rede pública paga R$ 30 e na particular custa R$ 300. A gestão dos procedimentos será feita por Cuiabá. O secretário municipal de Saúde da Capital, Maurélio Ribeiro, garantiu que além de atender a demanda reprimida, a assistência de rotina será normalmente mantida. Vamos continuar com os atendimentos rotineiros. Não faltarão profissionais e equipamentos, afirmou. Caberá à Secretária de Saúde de Cuiabá promover a distribuição dos pacientes na rede credenciada ao SUS, sendo que a Central Municipal de Regulação será a responsável em autorizar os atendimentos bem como supervisionar, regular e promover o pagamento. A estimativa é que dos 18 mil usuários, 50% são o interior do Estado. Sobre a demanda reprimida existente de cirurgias, Moro disse que se trata de outra etapa e o poder público está envidando esforços para acabar com as filas cirúrgicas.