Sujeira, fios elétricos expostos, infiltrações, ralos e tubulações de esgoto abertas, móveis enferrujados e buracos no teto não parecem características próprias de um ambiente de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Tampouco medicamentos vencidos, mas é o que consta no relatório do Conselho Regional de Medicina (CRM) sobre a estrutura fiscalizada do Pronto-socorro de Cuiabá (PSC). O documento foi entregue ontem ao Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed) e protocolado no Ministério Público Estadual (MPE). Servirá de base para uma posterior visita do promotor Alexandre Guedes, que poderá determinar a inclusão de adequações na reforma da unidade. As obras começam no próximo dia 13, segundo anunciou o prefeito Wilson Santos, não encontrado ontem para comentar os apontamentos do CRM. O relatório corrobora reclamações dos médicos sobre as condições de trabalho no PSC. Em 14 páginas, o CRM relata desde a falta de climatização em leitos de enfermaria à presença de pássaros nas janelas; de frascos de bebidas e cigarros largados à falta de luz para procedimentos no box de emergência; dos riscos de infecção à falta de controle sobre medicamentos psicotrópicos (aqueles que, se ingeridos sem controle, podem gerar alterações de consciência e até dependência). A Saúde municipal se pronunciará sobre o assunto hoje. (RD)