NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

CIDADES
Sábado, 01 de Agosto de 2015, 15h:03

Condutas mudam no mundo virtual

Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo (USP), a professora universitária Icléia Gomes e Lima diz que a noção de infidelidade na era tecnológica tem várias nuances, portanto, depende da interpretação de cada um sobre o que pode se constituir traição. Orientadora de mestrados em culturas e corporeidade/sexualidade; culturas e internet: relações reais e virtuais, Icléia observa que há estudiosos que defendem que, para haver traição, é necessário o contato físico. Assim como há correntes que entendem que a efetivação da infidelidade está relacionada ao prazer físico que a relação virtual proporcionou. Ou seja, se provocou sentimento, despertou paixão ou orgasmo, por exemplo, seria traição. “A internet é um momento da humanidade, momento em que se vive a valorização e exposição do corpo, de uma vida contrária à do mundo real”, analisa. Ela observa que “não estamos mais vivendo coisas duradouras e isso não acontece por causa da internet, da televisão ou de qualquer outro meio. As tecnologias são só ferramentas que as pessoas usam para o bem e para o mal”. Estudos mostram que, quando entram no facebook, por exemplo, as pessoas dizem e fazem coisas que talvez não fariam ou dificilmente fariam no mundo real. Liberam a agressividade, criam personagens, mostram-se amadas, felizes, bonitas, saradas... “Festejam o corpo que gostariam de ter e aquilo que queriam ser”, completa. De acordo com a professora, estudos mostram que há casais que tiram proveito desses encontros virtuais com outros para apimentar a relação real. Continuam fingindo em casa que são personagens como forma de amenizar conflitos e apimentar o sexo.(AA)

Edição EDIÇÃO 16967




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL