Por causa de uma nota rasgada de R$ 5, Paulo César de Arruda, de 23 anos, foi condenado a 13 anos de prisão. Armado com um revólver, ele assassinou com dois tiros o limpador de vidraças Alvino da Cruz Leite, de 28. A execução ocorreu no dia 30 de janeiro de 2005 e como se trata de réu solto, o julgamento foi considerado rápido. Paulo deverá aguardar em liberdade a apelação da sentença. O julgamento ocorreu anteontem, pelo Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, presidida pela juíza Mônica Catarina Perri de Siqueira. Foram cerca de oito horas de julgamento. Para o promotor criminal João Augusto Gadelha, esse seria o tempo ideal para o julgamento de um homicídio envolvendo réus soltos. Lembrou que a mãe da vítima também acompanhou o caso procurando tanto a Justiça como o MPE para exigir celeridade no processo. Com a mudança na lei, com a audiência única, esperamos que os todos os processos ganhem em agilidade, frisou. O assassinato ocorreu num bar do bairro Duque de Caxias, num sábado à tarde. Testemunhas disseram que a vítima discutiu com um tio de Paulo. O motivo foi uma nota de R$ 5 que Alvino usou para pagar a dívida. A cédula estava rasgada e o tio de Paulo não gostou disso, iniciando uma pequena discussão. Minutos depois, o tio foi embora para casa dele, localizada no mesmo bairro. Paulo conversou com o tio e tomou as dores dele. No início da noite, Paulo saiu de casa com um revólver e esperou Alvino sair de outro bar e entrar num fusca. Em seguida, abriu a porta do passageiro e atirou. A vítima correu, mas foi alvejada por outro disparo morrendo no local.