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CIDADES
Segunda-feira, 26 de Julho de 2010, 19h:47

EDUCAÇÃO

Comunidade do José Magno aguarda prédio

Há cerca de 4 anos unidade estadual deixou de existir, depois que prédio foi desfeito para construção de nova sede que, porém, não saiu do papel

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Há quase quatro anos, a comunidade escolar da região do bairro Duque de Caxias aguarda a entrega da nova Escola Estadual José Magno, que funcionava na avenida Lava-Pés, próximo ao 44º Batalhão de Infantaria Motorizada. No início de 2007, o antigo prédio da unidade foi demolido para dar lugar a uma nova estrutura arquitetônica, considerada, inclusive inovadora no Estado. Porém, atualmente existe apenas mato no lugar. “Meu filho hoje estuda em uma escola no Centro e precisa pegar ônibus. Se estivesse pronta, não só ele como alguns sobrinhos meus estariam estudando lá (na José Magno)”, disse a vendedora ambulante, Maria José Carvalho de Assis. “Ouvi falar que tem até verba para a construção, mas não fazem”, acrescentou. Já a comerciante Júlia Freitas observou que o portão fica aberto e tem sido utilizado por adolescentes com más intenções. “Há uns três meses limparam o terreno, mas aqui à noite é escuro, só quem gosta são os trombadinhas”, comentou. Maria José lembrou ainda que a unidade é uma das mais tradicionais da cidade. A “José Magno” foi construída em 1938. Ela já funcionou ao lado do Liceu Cuiabano, na rua Cândido Mariano, e era conhecida como a “Escolinha do Bosque”. O colégio foi o primeiro em Mato Grosso a oferecer educação especial. Atualmente, a José Magno funciona em um prédio alugado pelo valor mensal de R$ 13.950 e que fica ali mesmo na região do Duque de Caxias. Conta com aproximadamente 520 alunos matriculados. De acordo com o secretário-adjunto de Estrutura Escolar da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), José Ricardo Elias, o antigo prédio foi demolido porque não oferecia segurança necessária aos estudantes e funcionários. “Poderia haver queda de telhão e desmoronamento”, afirmou. “As instalações elétricas eram muito antigas”. Por conta de situações como estas, o custo com uma reforma seria alto. Então, decidiu-se por levantar um novo prédio. Porém, a falta de recursos é justamente um dos entraves que impedem a abertura de concorrência pública e, consequentemente, o início das obras. “Não tem dotação orçamentária, se existir um excesso na arrecadação até o fim do ano a gente licita, mas vai depender da melhoria na arrecadação”, disse. Na época, o investimento seria de R$ 2,2 milhões. Outra barreira é a falta de regularização documental da área, o que impede que o Estado busque recursos junto ao governo federal. Ao apontar que este é um problema que não recebeu a atenção de antigos gestores, José Elias informou que a Gerência de Patrimônio Imobiliário da Seduc procura resolver a situação. O projeto arquitetônico da escola está pronto e prevê a construção de 12 salas de aulas, banheiros masculino e feminino, laboratório de informática, biblioteca, quadra coberta, entre outros. “Também foi idealizado para atender portadores de necessidades especiais”, contou.

Edição EDIÇÃO 16962




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