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CIDADES
Segunda-feira, 10 de Março de 2008, 22h:16

Comunidade da Uesp reza para resgate de diretor

NAÍLA ALBUQUERQUE
Especial para o Diário
Estudantes, professores e demais funcionários da União das Escolas Superiores Sobral Pinto (Uesp) organizaram grupos de oração que se reúnem de hora em hora, na capela, para rezar pelo diretor da entidade, Giovanni Gomes Moreira, de 39 anos, para que seja encontrado. Ele era um dos passageiros da chalana que naufragou na madrugada de domingo e está desaparecido. Giovanni saiu de Rondonópolis na última sexta-feira para participar de uma pescaria no Pantanal com associados do Banco do Brasil, do qual é ex-funcionário. Segundo informações passadas por colegas do professor, que já foram resgatados, ele estava dormindo no momento do acidente. Os relatos são de que Giovanni e mais três colegas que estavam na mesma suíte acordaram com um barulho semelhante ao de uma explosão. De acordo com os relatos, tanto os colegas como Giovanni chegaram até o corredor da chalana, mas com a inclinação da embarcação e perda da energia, tudo ficou mais difícil. Com base nas declarações dos colegas de quarto que conseguiram sair da embarcação, eles perderam Giovanni de vista quando acabou a energia. Como os demais que estavam na suíte se salvaram, familiares e amigos crêem que o professor pode ter escapado da embarcação e estar perdido. Esperançosa, a mãe do professor, Antônia Gomes Moreira, passou o dia ontem em casa com a nora Maria Cristini, no bairro Vila Aurora, onde receberam a visita de muitos amigos e parentes, que realizaram orações para que Giovanni seja encontrado. Os dois irmãos do professor, Girleno e Gil Gomes Moreira, alugaram um helicóptero em Poconé e foram acompanhar o trabalho do Corpo de Bombeiros de perto, após tomarem conhecimento do acidente. SOBREVIVENTE - Um dos amigos dos amigos de Giovanni que está entre os 13 resgatados do acidente, Márcio Oliveira da Costa, já morou em Rondonópolis e hoje reside em Cuiabá. A mãe de Márcio, Dalva Oliveira Costa, ainda mora em Rondonópolis e ontem deu apoio à família do professor. Ela disse que seu filho ainda chora muito, assustado com tudo que aconteceu, mas está bem de saúde. Dalva não quis falar muito.

Edição EDIÇÃO 16962




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