CIDADES
Terça-feira, 06 de Abril de 2010, 21h:15
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SEMI TO A TOA
Começam mergulhos preliminares
Chegou esta semana a Mato Grosso a primeira parte da equipe de mergulhadores que vai içar os destroços da chalana Semi To a Toa, que naufragou em março de 2008 no rio Cuiabá, na região de Porto Cercado (Poconé). Cinco deles já estão no local realizando mergulhos preliminares para verificar as condições da embarcação. Outros dois mergulhadores ainda devem chegar em breve para auxiliar no trabalho, essencial para a conclusão do inquérito que apura o acidente, que matou nove pessoas. Segundo o engenheiro Pedro Sidou, da empresa Firma de Mergulhos e Engenharia LTDA, do Rio Grande do Sul, contratada pelo governo estadual para a operação, os mergulhos começaram ontem e devem contar com mais equipamentos ainda esta semana. Algumas balsas e barcos já estão posicionados para amparar os trabalhos. Ele explica que, nos primeiros cinco dias, a ação deverá se concentrar na retirada da areia que se depositou na embarcação. Feito isso, as bóias deverão ser instaladas e infladas para o início da efetiva retirada da chalana, o que deve acontecer só na semana que vem, após várias prorrogações. O trabalho todo deve durar de 10 a 15 dias, senão mais, segundo Sidou. Ao todo, cerca de três toneladas de equipamentos devem ainda chegar a Mato Grosso para o trabalho. São compressores, bombas, mangueiras, material para solda e corte, cabos de aço e bóias capazes de içar, ao todo, destroços de até 42 toneladas. A chalana Semi To a Toa deve pesar cerca de 30 toneladas, segundo Sidou. Ele está preocupado também com o tempo fechado que se firmou na região. Todo o processo será feito numa época de cheia do rio Cuiabá, mas as correntezas não devem atrapalhar, segundo Sidou, que já esteve em Porto Cercado avaliando as condições do local. Outra oportunidade seria em época de baixa do nível das águas, mas, devido às chuvas, isto está longe de acontecer. (RD)