O Comando Geral da Polícia Militar em Mato Grosso pode abrir inquérito administrativo caso seja oficiado quanto à denúncia feita à imprensa por Adriana Jesus de Carvalho, de 29 anos, mulher do comandante Regional Sul da Polícia Militar, coronel Valdivino Tavares Pimentel. Segundo ela, ele a agrediu e a manteve em cárcere privado por mais de oito horas nas dependências do quartel, na última sexta-feira, e foi liberada após as 20 horas. De acordo com o comandante-geral da PM, coronel Osmar Lino Farias, a corporação não recebeu qualquer denúncia. Em nota encaminhada à imprensa, o coronel lembrou que não é a primeira vez que há uma denúncia desta natureza feita pela mulher do comandante, que é advogada. A primeira denúncia ocorreu em Cuiabá e foi oficializada junto à corporação, quando instaurado procedimento administrativo contra Pimental. Porém, a advogada retirou a queixa e o processo foi arquivado. Se for mantida a denúncia, o inquérito será concluído e as medidas administrativas serão tomadas, explicou o coronel Osmar, por meio de nota à imprensa. Conforme a denúncia da mulher foi a primeira vez que Pimentel agiu agressivamente, contrapondo a versão do comandante-geral da PM. Ela disse que o marido a agrediu fisicamente deixando marcas no corpo e nos punhos por ter sido algemada. Ela registrou a ocorrência no Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) e foi encaminhada para a Delegacia da Mulher.