CIDADES
Sexta-feira, 05 de Setembro de 2008, 20h:21
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CASO ROSIMERE
Cirurgião presta depoimento ao Conselho Regional de Medicina
O cirurgião plástico Samir Kehdi foi ouvido ontem no processo ético-profissional aberto pelo Conselho Regional de Medicina (CRM), que apura se houve erro ou negligência médica na morte da paciente Rosimere Aparecida Soares. Ela morreu em dezembro do ano passado, enquanto era submetida a uma lipoaspiração na clínica do médico. Na manhã de ontem, a médica Hildenete Monteiro Fortes, relatora da sindicância, além de Samir, ouviu também Rodolfo Edson de Franco Pimentel, médico responsável pelo atendimento de Rosimere quando ela foi levada às pressas para o Hospital Jardim Cuiabá, onde morreu. Além dos médicos, a mãe de Rosimere, Suede Clemente Soares também prestou depoimento. Os peritos Augusto Aurélio de Carvalho e Valdir Ribeiro, responsáveis pelo exame de necropsia e exumação do cadáver pedido pela defesa de Samir Kehdi não prestaram depoimento. Eles pediram à relatora para que fossem ouvidos na condição de peritos e não de testemunhas de defesa e nem de acusação. Já o anestesista Clóvis Aratani, que participou da cirurgia de Rosimere, embora tenha sido convocado, não compareceu à sessão e nem mesmo justificou a ausência. Ele foi novamente intimado para a audiência marcada para o dia 30 deste mês. Ainda devem ser ouvidas na segunda audiência as enfermeiras Nelsi Aparecida Ferri e Gonçalina Santana, e os médicos Marcondes Costa Marques e Hélio Moratelli. A defesa de Samir Kehdi solicitou o depoimento por carta precatória do médico Ronaldo Roston, da cidade paulista de Campinas. A relatora pediu explicações à defesa para que justificasse o pedido, já que o médico não faz parte do processo. O presidente do CRM, Aguiar Farina, foi procurado pela reportagem na tarde de ontem, mas não foi encontrado no seu telefone celular. A assessoria de imprensa do Conselho informou que nenhuma informação sobre o processo poderia ser repassada à imprensa até o fim da sindicância. Além da investigação administrativa do CRM, Samir também foi indiciado em inquérito policial por homicídio culposo com aumento de pena por inobservância de regra técnica. Relatório de peritos da Politec apontou que a clínica de Samir não disponibilizava, em sua totalidade, condições para uso. Agora, ele responde como réu o processo criminal que tramita na 10ª Vara Criminal da Capital. Se condenado pelo CRM por erro ou negligência, o cirurgião pode sofrer sanções que vão de advertência à cassação do registro profissional.