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Segunda-feira, 03 de Março de 2025, 07h:48

"REI" DO CRIME

Chefe do Comando Vermelho tinha 7 celulares dentro do presídio

Irritado com o "Tolerância Zero", Sandro Louco planejou uma rebelião na PCE e foi levado para a "solitária"

Da Redação
Divulgação
Sandro Louco é natural de Cuiabá e lançou a sementa do Comando Vermelho em Mato Grosso

Um relatório da Coordenadoria de Inteligência da Polícia Judiciária Civil revelou que o bandido Sandro da Silva Rabelo, o "Sandro Louco", tinha sete celulares em sua cela, na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

Nesse contexto, a Polícia identificou ainda mais de 140 ligações feitas pela esposa do criminoso, Thaisa Souza de Almeida Silva Rabelo, durante um período de 19 dias.

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Sandro, que comanda a facção criminosa Comando Vermelho em Mato Grosso, e Thaisa  respondem juntos a uma ação penal de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Ambos foram alvos da Operação Ativo Oculto, deflagrada em março de 2023, pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). 

Sandro Louco, segundo o documento, contratou um hacker para inserir dados falsos no sistema do Judiciário, inclusive um alvará de soltura em favor dele.

Além disso, controlava o “Mercadinho da PCE”, gerando um lucro mensal de R$ 75 mil. 

Esse relatório da Polícia Civil foi utilizado pela Justiça para justificar a transferência de Sandro Louco para o Raio 8, ala de segurança máxima da PCE, que foi construída com o objetivo de abrigar membros atuantes na liderança de organizações criminosas. 

Segundo se apurou, ele manobrava para ocorrer uma rebelião no presídio, em protesto às ações da Operação Tolerância Zero, que tem endurecido os procedimentos nas penitenciárias de todo o Estado, principalmente contra as facões.

O Raio 8 da PCE, para onde Sandro foi transferido, funciona em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), uma espécie de “solitária”. 

Sandro Louco é natural de Cuiabá, onde ele lançou a "semente" do Comando Vermelho.

Ele é membro do “Conselho Final” e exige o cumprimento rigoroso do estatuto da facção.

Em 2000, foi preso por roubo a banco em Várzea Grande e protagonizou sua primeira fuga da Penitenciária Central do Estado - à época, Presídio do Pascoal Ramos -, de onde saiu pela porta da frente, levando arma de policiais.

Sandro da Silva Rabelo tem condenações que ultrapassam 200 anos de reclusão pelos crimes de falsificação, roubo, homicídio, latrocínio, sequestro, cárcere privado e posse ou porte de arma de fogo. 


Edição edição 16957




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