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CIDADES
Segunda-feira, 10 de Março de 2008, 22h:17

Chalanas são construídas para oferecer segurança, diz capitão

Habituado a conduzir uma chalana pelo rio Paraguai no Pantanal a fora há pelo menos 20 anos, a partir de Cáceres, o oficial reformado da Marinha Renato Thomas garantiu que nunca ouviu falar de um acidente com chalana nas proporções do ocorrido na madrugada de domingo, na região de Porto Cercado. O capitão Renato, como é conhecido em Cáceres, tem uma empresa que constrói o tipo de embarcação que afundou no rio Cuiabá e assegurou a segurança do barco. “Elas são extremamente seguras, passam por vistorias, têm todos os equipamentos de segurança. São tão seguras que nunca se ouviu falar em acidente”, destacou. Longe das antigas chalanas que há séculos percorrem os rios da região pantaneira, antigamente feitas de madeira, as atuais são construídas com chapa de aço, a partir de um projeto técnico. Quanto aos perigos provocados pela natureza, o capitão reforçou que é muito difícil o acontecimento de acidentes por conta disso. “O rio Paraguai é mais caudaloso que o Cuiabá, tem redemoinhos, mas nada que cause um grave acidente. Sabemos que no Cuiabá tem mais correnteza, mas não suficiente para virar um barco desses”, ponderou. “É preciso reforçar a importâncias das chalanas para o setor turístico. Muitos empregos são criados a partir desse tipo de turismo e é muito seguro”, reforçou. A Associação Ambiental, Turística e Empresarial de Cáceres, Asatec, tem 17 embarcações inscritas, usadas para turismo no Pantanal. Herly Andrade, empresário do ramo e presidente da associação, informou que os pacotes geralmente são fechados por turistas de fora, de outros estados, e que a procura por pessoas da cidade e região ainda é muito pouca. Os turistas fecham pacotes para pesca esportiva, passeios e safaris fotográficos, geralmente com duração de sete dias. Segundo Herly, além das 17 embarcações inscritas, Cáceres dispõe ainda de mais uma meia dúzia de embarcações, a maioria com capacidade média para 10 passageiros e 9 tripulantes. Ele também garantiu que todas são seguras. (Colaborou Clarice Navarro Diório)

Edição EDIÇÃO 16961




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