CIDADES
Segunda-feira, 17 de Junho de 2013, 20h:49
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GASTOS DA COPA
Cerca de 150 mil protestam no país
Um número perto de 150 mil pessoas saiu ontem às ruas de diversas capitais do Brasil entre elas Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro para protesto contra os gastos da Copa e pela redução da tarifa do transporte. A manifestação reuniu cerca de 65 mil pessoas em São Paulo, segundo o Data Folha. Os ativistas, em passeata, saíram do Largo da Batata, e ocuparam todas as oito faixas da avenida Brigadeiro Faria Lima. Ao contrário do que ocorreu na última manifestação, na quinta-feira quando a presença da PM foi ostensiva ontem quase não se notou a presença de policiais. Mais cedo, os organizadores do Movimento Passe Livre e a polícia negociaram o trajeto a ser seguido pela passeata. Em Brasília, manifestantes furaram o cordão de isolamento feito pela Polícia Militar e chegaram à rampa do Congresso Nacional. Os policiais usaram spray de pimenta para conter o grupo e evitar o acesso dos demais. A maioria dos participantes do protesto se concentrou no gramado do Congresso e pede que não haja violência. O protesto tem demandas diversas, como aplicação de recursos na educação, saúde, passe livre no transporte público e crítica aos gastos públicos nas obras das copas das Confederações e do Mundo (2014). Com cartazes, faixas e bandeiras do país, o protesto começou, às 17 horas, no Museu da República, no início da Esplanada dos Ministérios. As palavras de ordem ouvidas na manifestação que ocupou o centro do Rio de Janeiro iam desde reclamações contra o preço das passagens à referências à Turquia. A multidão gritava "se a passagem não baixar, o Rio vai parar" e "mãos ao alto, a passagem é um assalto". Alguns se dirigiam aos policiais que acompanham a passeata cantando "querido fardado, seu filho anda de táxi?" Outros gritam "Argentina", referência ao fato de o prefeito Eduardo Paes ter dito em entrevista ao jornal inglês "The Guardian" que "se mataria" caso o Brasil perca para a Argentina na final da Copa do Mundo. Em determinado momento, os manifestantes começaram a gritar "acabou o amor, isso aqui vai virar Turquia" e xingavam o governador do Rio, Sérgio Cabral. Durante a caminhada, mais pessoas foram aderindo à manifestação, que ocupou todas as faixas da via. Organizado pelas redes sociais, o protesto foi acompanhado pela polícia.