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CIDADES
Quinta-feira, 02 de Julho de 2015, 20h:48

CUIABÁ

Centro Comercial luta para sobreviver

Construído em 2012 pela Prefeitura de Cuiabá para abrigar vendedores de rua, Centro Comercial “não pegou” e quase metade das lojas estão fechadas

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Inaugurado em 2012, o Centro Comercial Popular (CCP), localizado no Porto, em Cuiabá, luta para sobreviver e conquistar os clientes. Por isso, os permissionários que acreditam no projeto apoiam a decisão da Prefeitura Municipal de retirar definitivamente o direito de uso do espaço público daqueles que não mantiverem suas atividades comerciais de forma regular por mais de 30 dias em seus boxes. Dos 250 boxes existentes no CCP ao menos 120 estão fechados. Entre outros fatores, o problema é ocasionado pelo baixo movimento de consumidores. Por isso, muitos preferem manter as bancas fechadas e vender seus produtos em feiras ou pelas ruas da cidade. Porém, o grande número de boxes fechados sem a devida atividade econômica não cumpre a função social destinada ao espaço, além de espantar os consumidores. “As pessoas sempre buscam opções de preço e variedade; por isso, todos têm que abrir e oferecer suas mercadorias”, acredita a permissionária Fátima Aparecida de Lima Moura, 47 anos. O comerciante Vilmar Bahia lembra que aos fins de semana cerca de seis mil pessoas passam pelo Mercado do Porto, que ficam ao lado do CCP. Mas, por falta de atrativos, esses possíveis consumidores não frequentam o Centro Comercial. “Tem que abrir todos os boxes e trabalhar a publicidade do local”, cobrou. A presidente da Associação do CCP, Aparecida Ribeiro de Oliveira, lembra que todos os dias aparecem de 30 e 40 pessoas interessadas em adquirir um espaço no local. “Tem muita gente querendo trabalhar e a gente pede para a Prefeitura preencher rapidamente os boxes com pessoas que realmente queiram a melhoria do nosso Centro Popular”, disse, solicitando para que os permissionários paguem o taxa de manutenção no valor de R$ 60,00 para que o recurso também possa ser usado na divulgação do espaço. PRAZO – O funcionário da administração municipal Armando Antonio de Oliveira informou que hoje encerra o prazo para que 13 novos permissionários ocupem bancas que estavam de portas fechadas no local. Quem não atender ao prazo terá o direito cancelado. “O prazo dado para se adequarem é de 10 dias”, frisou, lembrando que outras 26 pessoas também já começam a substituir os permissionários inativos. A medida adotada pela Prefeitura está prevista na portaria nº 016/2015, da Secretaria Municipal de Trabalho e Desenvolvimento Econômico (SMTRADE). No documento, o secretário municipal Domingos Sávio Boabaid Parreira aponta a necessidade de alavancar as atividades comerciais do CCPC, a fim de promover “um ganho significativo de qualidade de vida a todos os trabalhadores daquele local”. Na portaria, Domingos Sávio informa que antes da retomada foram feitas ações anteriores como notificações, recadastramento, fiscalização de inatividade por parte dos comerciantes. Os pertences deixados ou esquecidos dentro dos boxes retomados serão armazenados em lotes com nomes e números da unidade onde se encontravam para que sejam reclamados em um prazo de 90 dias, sob pena de descarte ou doação.

Edição EDIÇÃO 16966




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