CIDADES
Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009, 09h:04
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COMBATE À DENGUE
Casos graves continuam e SMS cobra ampla mobilização
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Cuiabá quer uma ampla mobilização com os governos do Estado e de Várzea Grande para o combate do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, doença que continua fazendo vítimas em Mato Grosso. Em julho, Cuiabá teve cinco casos de dengue hemorrágica e, neste mês, há outros em investigação. O assunto foi discutido ontem em reunião técnica, solicitada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da Capital. Em ofício, o secretário municipal Luiz Soares faz uma explanação sobre a concentração populacional e a proximidade entre as duas cidades e diz que o controle da doença deve ser examinado de forma mais abrangente nos três níveis de governo. Torna-se necessário um grande esforço para uma ampla limpeza urbana, um esforço concentrado de controle vetorial, uma qualificação permanente para melhor assistência com ampliação da rede pública como otimização da capacidade instalada e garantia de leitos de internação, frisa Soares no documento. Além das chuvas que começaram mais cedo este ano, uma das preocupações é com o fato de Várzea Grande ter sido apontado, no fim do ano passado pelo Ministério da Saúde, como um dos cinco municípios do Brasil com maior potencial de risco de surto de dengue, por apresentar um índice de infestação larval (LI) de 6,1%, ou seja, superior a 4% - percentual mínimo para indicar risco de surto. Na Capital, o índice é de 1,9%. É um percentual tolerável, comentou a supervisora geral do programa municipal de controle da doença, Alessandra Carvalho. Uma das propostas feitas por Soares é a intensificação da limpeza urbana. Ele lembrou que 80 bolsões ou lixões foram limpos neste ano somente na Capital. Não sei se Várzea Grande fez isso, mas é uma alternativa, sugeriu. Da equipe técnica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Rita Borges afirmou que o trabalho de prevenção e combate ao mosquito é contínuo e segue as diretrizes do Ministério. Ela entende que o que é preciso é que todos façam o seu dever de casa. Neste sentido, Rita Borges lembrou que, assim como o poder público deve manter a coleta de lixo e o abastecimento de água regulares, a população também tem que ficar atenta. Há falhas em todos os lugares, começando pela população que não dá o destinado certo ao lixo doméstico. Mas será que este lixo está sendo devidamente recolhido pelo poder público?. De acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) até anteontem, o Estado havia notificado 36.030 casos da doença. Desse total, 1.088 do tipo grave. O número de óbitos soma 33, entre confirmados (27) e sob investigação. Na Capital, foram registradas oito mortes e, na cidade vizinha, sete óbitos. Já relatório parcial do Ministério da Saúde (MS) divulgado no início desta semana mostra que, enquanto vários estados brasileiros apresentaram redução da doença (no país a diminuição foi 47,9%) entre janeiro a 4 de julho deste ano, em Mato Grosso houve crescimento. Em 2008, no período de janeiro a agosto, foram 10.421 registros da doença no Estado.