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CIDADES
Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2013, 20h:22

CHUVAS

Casarão prestes a desabar

Imóvel está interditado e a Defesa Civil teme que os temporais gerem novos problemas no local

GUSTAVO NASCIMENTO
Da Reportagem
A Defesa Civil interditou um casarão, localizado rua Campo Grande, entre as ruas Pedro Celestino e Barão de Melgaço, no centro da Capital, devido ao risco de desabamento. Parte da fachada desmoronou após uma forte chuva no último domingo (20) e a calçada ainda está com faixas, que impedem a passagem de pedestres. O engenheiro da Defesa Civil, Oscar Amélito dos Santos, teme que caiam mais partes do prédio caso as chuvas persistam e aguarda um laudo do IPHAN para saber se o imóvel pode ser demolido. Não é o primeiro edifício histórico de Cuiabá que sofre com os temporais. Em dezembro, outro prédio passou pelo mesmo problema na avenida 13 de Junho. “Estamos mantendo uma equipe no local, se a chuva aumentar bloquearemos totalmente a rua”, informou Santos. Os casarões são tombados pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Para os proprietários realizarem recuperação, é necessário contratar um arquiteto, elaborar o projeto da reforma e mandar para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), órgão que regula o serviço. O IPHAN avalia o projeto e decide se aprova ou não. Rafael Martins trabalha em uma empresa de vendas, no casarão ao lado do que está desabando, conta que a situação do centro de Cuiabá é crítica. “Nossa empresa ficava em outro casarão. Além dos problemas estruturais como goteiras e infiltrações tivemos que mudar para fugir do risco de desabamento. Toda vez que íamos falar com o proprietário a reclamação era a mesma, não podia reformar por causa da lei do patrimônio”, afirmou o empresário. Para o vendedor Junior Fernandes, que mora nos arredores do casarão, a burocracia é um dos principais motivos da má conservação dos imóveis. Segundo ele, os proprietários optam por deixar que os imóveis se deteriorem por completo para poder construir um novo prédio. “Não pode mexer porque a prefeitura não deixa, então eles (donos dos imóveis) largam para depois poder construir do zero, acaba sendo mais vantajoso”, conclui. Proprietários que optem pela restauração precisam adquirir janelas, pisos e telhas idênticas as originais. Muitas vezes, os materiais não estão disponíveis no comércio local e precisam vir de outros estados. Procurado, o IPHAN, órgão responsável pela fiscalização dos casarões, não quis se pronunciar sobre o tema. Periferia – A chuva também castigou a zona periférica de Cuiabá. No bairro Jardim Vitória, uma casa, localizada na rua Oito, está interditada, correndo risco de desabamento graças a uma cratera que se formou pela erosão. Para Carlos Henrique, dono da casa, que mora a seis anos na região, o bairro já esteve em condições piores. “Ano passado a chuva abriu uma cratera bem maior até a patrol da prefeitura acabou caindo no local. O problema é que ao invés de resolverem, eles (Poder Público) só mascaram. Jogam terra ao invés de arrumar de uma vez. Com isso, todo ano é a mesma história”, afirmou. A Defesa Civil já notificou os moradores para deixarem o local. Chuvas- De acordo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) a probabilidade de chuva para os próximos dias é de 80%. Com pancadas de chuva e trovoadas.

Edição EDIÇÃO 16968




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