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CIDADES
Sábado, 18 de Agosto de 2012, 13h:46

Casamentos sem consumação valem

Relatados em filmes e novelas de época, casamentos não consumados, ou seja, em que os cônjuges não tiveram relações sexuais, ainda não chegaram até o Tribunal Eclesiástico de Mato Grosso, órgão responsável por decidir pela anulação ou não do laço matrimonial na esfera religiosa. Presidente da corte, o padre Luiz Izidoro Molento, afirma, no entanto, que situações assim não representam argumento suficiente para uma anulação. “Esses casamentos são válidos sim. Ainda não tivemos nenhum caso, mas, se chegarem, a primeira atitude vai ser encaminhar o casal para nossa equipe de peritos”, diz. A equipe a qual o padre se refere é formada por dois médicos, sendo um ginecologista e outro clínico geral, e três psicólogos. O grupo orienta o casal que quer se separar a identificar possíveis problemas de convivência. “Nossa função é zelar pela união, então vamos analisar os casos que ainda podem ter salvação. São muitos os casais que chegam aqui ainda na dúvida se querem ou não seguir caminhos diferentes. Normalmente não aceitamos abrir processo para separações muito recentes”. Apesar da quantidade de divórcios ter crescido, o padre Molento afirma que a quantidade de pessoas que procura o Tribunal para tentar regularizar suas situações junto à igreja é pequena. A corte atende todo o Estado e, em um ano de atuação, tem 44 processos em tramitação. “Acho muito pouco até para uma cidade como Cuiabá, imagine para um Estado como Mato Grosso. A grande maioria das pessoas não sabe que esse serviço existe”, diz o presidente do Tribunal, que vê a situação com preocupação. O Tribunal Eclesiástico funciona na travessa Antônio João, sala 301, no Centro de Cuiabá. LEIA TAMBÉM #LINK#415918#Tribunal recebe 44 pedidos de anulação #LINK#415919#Faltam recursos humanos em MT

Edição EDIÇÃO 16968




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