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CIDADES
Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010, 03h:17

HAITI

Casal segue para missão no país arrasado

Médico e enfermeira, Marcelo e Fernanda devem partir em 1 semana para compor grupo de ONG que atua na organização de locais para possíveis abrigos

MARICELLE LIMA
Especial para o Diário
Profissionais da saúde de Mato Grosso se movimentam para participar de missões humanitárias e ajudar milhares de pessoas atingidas pelo terremoto ocorrido em Porto Príncipe, no Haiti, semana passada. De Cuiabá, aguardando apenas detalhes de documentação, estão o médico cirurgião-geral Marcelo Borges de Araujo e a enfermeira Fernanda Rodrigues Franco Araujo. Se tudo der certo, o casal embarca rumo ao Haiti dentro de uma semana. Na bagagem, muita experiência: Marcelo já foi voluntário em situações de emergência na Tailândia, em dezembro de 2005, logo após a tsunami devastar toda a região e milhares de pessoas morreram. Outra situação foi na China, quando prestou serviços voluntários num orfanato. Fernanda, em 2008, esteve em Santa Catarina envolvida na ajuda às pessoas que perderam tudo nas enchentes que assolaram o estado sulista. Muitas vítimas necessitavam de cuidados médicos. De acordo com Marcelo, a missão do casal é ajudar o próximo. Fazem isso praticando voluntariado. “Há várias formar de ajudar. Para nós o importante estar próximo, vendo a necessidade como ela realmente é”, comenta o cirurgião. De acordo com Marcelo, como não houve tempo de programar a viagem ao Haiti, serão necessários recursos de imediato, cerca de US$ 7 mil (aproximadamente R$ 14 mil) para cada pessoa. “Muitos amigos missionários sentiram o desejo de ir, mas não têm condições porque é um valor alto com pouquíssimo tempo para levantar”, explica. Ambos fazem parte da ONG Jovens com uma Missão (Jocum) de Cuiabá. São missionários que foram contatados pela base do Jocum em Goiânia (GO) para seguir com um grupo e auxiliar a base da ONG no Haiti. O diretor do Jocum, pastor Rubens Alexandre de Almeida, explica que a entidade ficou encarregada de organizar a logística das escolas que serão transformadas em abrigos temporários para os sobreviventes ao terremoto. “Em parceria com igrejas locais, a Jocum Haiti está desenvolvendo um plano emergencial para receber desabrigados. Hoje uma das carências é pessoal, principalmente para a questão de gerenciamento e logística, com destaque para os profissionais da saúde”, explica. Toda organização da missão está sendo desenvolvida pelo Jocum em Goiânia. Os voluntários do mundo todo estão sendo convocados para ajudar nos meios administrativos e na organização das diversas equipes que já escreveram prontas para seguir para o país. Além de Goiânia, também estão se mobilizando no Brasil as bases de Maringá e Curitiba (PR).

Edição EDIÇÃO 16962




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