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CIDADES
Sábado, 28 de Agosto de 2010, 12h:24

CASO ANA

Carpete do veículo com sangue

ADILSON ROSA
Da Reportagem
O carpete do porta-malas do Gol preto pertencente ao soldado PM Claudemir Nunes Sales foi localizado ontem de manhã num lava-jato do bairro Dom Aquino. O assessório foi lavado na segunda-feira com produtos químicos, mas uma funcionária do lava-jato informou que havia vestígios de sangue. Assim que abriu a porta do veículo, sentiu um forte cheiro de podridão indicando haver manchas de sangue. Sales é suspeito de assassinar Ana Cristina Wommer, morta aos 24 anos e grávida de oito meses. O carpete será encaminhado para a Politec para ser submetido à perícia. A intenção é confirmar se o sangue é da corretora de Ana Cristinar, que era corretora de imóveis. Ela foi encontrada morta na terça-feira de manhã, num matagal na saída para Rondonópolis. A polícia está juntando provas de que o militar transportou Ana Cristina no porta-malas do veículo. A vítima tinha um relacionamento extraconjugal com o militar. A perícia realizada no carro encontrou indícios de sangue humano. “Com o carpete, vamos ter a prova que precisamos para confirmar o transporte do corpo da mulher no porta-malas, que foi jogado na saída para Rondonópolis”, explicou um policial da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHHP). Segundo tenente Guilherme Gahyva, do 1º Batalhão da PM, o advogado do lava-jato procurou a polícia após uma funcionária responsável pela limpeza do Gol preto do PM ser informada, através da imprensa, de que o carro estava envolvido num crime. “A funcionária, que ficou incomodada com o fato de estar com um tapete do carro, recordou da palavra final da placa do carro – que lembrava pinheiro”, explicou. A placa do Gol é de São José dos Pinhais. A funcionária relatou que na última segunda-feira, por volta das 8h30, o soldado da Rotam chegou com o Gol e exigiu uma limpeza completa e caprichada, pois iria revendê-lo. “Minha filha sentiu um cheiro de podre”, completou a funcionária. O Gol foi colocado na rampa e foi realizada a limpeza. Por volta das 11 horas, o soldado PM retornou ao lava-jato para buscar o carro. Ao checar o porta-malas, reclamou em não encontrar o carpete. Sales ficou de retornar para buscá-lo, mas como acabou preso administrativamente, não voltou. A funcionária lembrou que o lava-jato não tem costume de checar os acessórios que são deixados por clientes. Antes de saber que o carro foi usado num crime, a mulher acreditava que o mau cheiro fosse proveniente de duas meias deixadas na parte traseira. A DHPP deverá receber o tapete hoje de manhã e será encaminhado para a perícia. O delegado Márcio Pieroni solicitou urgência na confecção do laudo.

Edição EDIÇÃO 16962




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