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CIDADES
Quinta-feira, 11 de Abril de 2013, 20h:24

ALCOOL E DROGAS

CAPS fecha as portas

Chuvas danificaram o prédio, que não tem condições de atender os pacientes com segurança

ALECY ALVES
Da Reportagem
A qualidade do serviço público na área da saúde mental, que já era precária, especialmente por não atender a demanda, deve piorar a partir dos próximos dias. Ontem pela manhã, o governo do Estado comunicou, por meio de uma nota divulgada no site da Secretaria Estadual de Saúde(SES), o fechamento de uma das mais importantes unidades de tratamento de dependentes álcool e drogas. O CAPS Álcool e Drogas (Centro de Atenção Psicossocial), que funcionava próximo ao Hospital Psiquiátrico Adauto Botelho, no bairro Coophema, região do Coxipó, deixa de atender por tempo indeterminado. A unidade chegava a receber mais de 80 pacientes e familiares ao dia. Os serviços incluíam consultas, assistência psicológica, terapia em grupo e individual, além de oficinas e outras atividades ocupacionais. De acordo com a SES, as chuvas danificaram o telhado e as instalações elétricas comprometendo a estrutura física do prédio. O local, informou a secretaria, não dispõe das condições de segurança necessárias ao atendimento dos pacientes e seus familiares. O diretor-geral do Hospital Psiquiátrico Adauto Botelho, João Santana Botelho, disse que pelos próximos 10 dias os pacientes serão assistidos no Caps-Adolescer, gerenciada pela Secretaria Municipal de Saúde(SMS). Botelho explicou que durante o período, os médicos, psicólogos e demais profissionais lotados no Caps Álcool e Drogas darão expediente na unidade municipal para atender os usuários. A SMS alertou que não pode absorver essa demanda por mais de 10 dias. Botelho acredita que ao final desse período terá reorganizado o serviço em uma outra unidade, que poderá ser um novo prédio alugado. Na SES, a única definição é que o Caps Álcool e Drogas, quando voltar a funcionar, terá a oferta de serviços ampliada. O projeto seria transformá-lo em unidade de pronto-atendimento 24 horas. Mãe de paciente assistido nesse Caps, dona Alzira Maria de Jesus Pereira, se diz indignada com o fechamento. “Os problemas não surgiram repentinamente, portanto, tiveram tempo de sobra para alugar outro prédio”, reclamou. Luiz Paulo, 30 anos, filho dela, deveria reiniciar o tratamento na unidade nos próximos meses. Portador de transtorno decorrente do uso de álcool, o rapaz esteve internado e agora está fazendo uso de medicamentos. Dona Alzira reclama de dificuldades para encontrar psiquiatra no plantão do Adauto Botelho, da falta de medicamento e de vaga para internação.

Edição EDIÇÃO 16962




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