A capacitação para o trabalho e a conquista de um emprego ainda durante a prisão também pode se tornar realidade para muitos os presos que estão dispostos a mudar de vida. Em parceria com entidades como Senai (Serviço Nacional da Indústria) e Senac (Serviço Nacional do Comércio), a Fundação Nova Chance capacitou quase 500 detentos em 2010, número que já está perto da superação este ano. Além disso, 150 presos do regime fechado estão empregados dentro do e fora dos presídios, com salários garantidos no final do mês. São aqueles que fizeram cursos e estão na linha de produção de bolas e uniformes, por exemplo, em fábricas nas penitenciárias. E, ainda quem recebeu autorização judicial para deixar as cadeias durante o dia e integrar a massa operária em canteiros de obras como da Arena Pantanal, fábrica de blocos de concreto e construções de prédios nas funções de pedreiro, eletricista, pintor e carpinteiro. Ano passado, o Senai no Estado realizou cinco cursos em unidades prisionais de Cuiabá e Várzea Grande, por meio da Escola Senai da Construção para 211 alunos dos presídios do Carumbé, Pascoal Ramos e Casa do Albergado, em Cuiabá. Já este ano a mesma escola está capacitando 20 detentos da Penitenciária Mata Grande, de Rondonópolis, para instalador hidráulico. (AA)