CIDADES
Quinta-feira, 29 de Maio de 2008, 21h:11
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MST NA 163
Bloqueio será mantido até 4ª-feira
TAUANA SCHMIDT
Da Reportagem/Sinop
O diretor Nacional de Programas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Brasília, Raimundo Lima, deve chegar no dia 4 de junho a Sinop, para negociar com os manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) a liberação definitiva do tráfego na rodovia BR-163, bloqueada desde a última segunda-feira. Nesta semana, o coordenador de conflitos agrários, Marco Antônio da Rocha e Silva, e o chefe de gabinete da superintendência do órgão, José Campos, estiveram em negociação com o grupo de 800 manifestantes e sinalizaram positivamente quanto ao atendimento das cobranças das 500 famílias da região. Apesar disso, o grupo garantiu que não irá desbloquear o tráfego definitivamente enquanto as promessas não saírem do papel e forem executadas de fato. Um dos coordenadores da manifestação explicou que pelos cálculos do movimento, o grupo tem condições de ficar no local, a 60 quilômetros de Sinop, na entrada da fazenda Panorama, por mais 50 dias e que, se nesse período nada for feito pelo governo, eles buscarão mais condições com outros grupos para permanecer por mais tempo no local. O Incra está brincando com a gente. É uma palhaçada, parece promessa para criança. Mas dessa vez vamos esperar que tudo seja realmente resolvido. Temos comida e força para ficar aqui quanto tempo for necessário. E vamos usar isso a nosso favor. Ontem, o tráfego foi liberado às 16h e o horário de bloqueio para hoje ainda não havia sido definido pelos manifestantes até o fechamento desta edição. Entre as cobranças do grupo está a integração de posse da fazenda Panorama. O processo está parado na Justiça Federal desde o início do ano e ainda pode demorar para ser concluído, pois, além de a área ter títulos que apresentam deslocamento, ou seja, eles demonstram que a área está situada em determinado local, quando in loco trata-se de outro espaço, ainda é disputada por dois empresários. São eles o atual proprietário, Marcos de Souza Barros, e um empresário de São Paulo, Oscar Hermínio, que diz ser o verdadeiro dono.