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CIDADES
Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012, 20h:27

TRÂNSITO

Batidas em poste gerou prejuízo de R$ 117 mil

Embriaguez, imperícia, buracos na rua, fatalidade, são os motivos mais comuns de uma cena cada dia mais comum na Grande Cuiabá: um carro todo amassado, pessoas sendo socorridas e um poste no chão. As vítimas e o carro o SUS e os seguros garantem. Mas e o poste, quem paga a conta? Muitos acreditam que, quando acontece algum acidente automobilístico e o condutor do veículo perde o controle e acaba batendo em um poste, a responsabilidade de arrumar ou trocar o bem público é da prefeitura. No entanto, não é isso o que acontece. Como o poste é utilizado para fornecimento de energia elétrica, em Mato Grosso cabe à Rede Cemat fazer a manutenção. A concessionária de energia afirma que em caso de colisão contra postes, o custo de substituição dos equipamentos (postes, transformadores, cabos, etc.) é da empresa e não é repassado à tarifa. Entretanto, quando o condutor é identificado, a empresa busca o ressarcimento do prejuízo por meio de vias administrativas, com o envio de faturas, e até mesmo judicialmente em alguns casos. Segundo a empresa, cada poste tem um custo médio de R$ 1,2 mil. Mesmo o prejuízo financeiro sendo em boa parte da empresa fornecedora de energia, a população também sai perdendo no fim das contas, já que há interrupção no fornecimento de energia elétrica até que a manutenção seja realizada. Somente no ano passado, 70 postes foram atingidos por acidentes de transito na Capital, e em 2010 foram registrados 44 acidentes deste tipo. Segundo a Rede Cemat, esses acidentes são mais comuns nas avenidas Miguel Sutil, Fernando Corrêa da Costa e Rubens de Mendonça (CPA). Já em Várzea Grande este número é um pouco menor. Em 2011 foram registradas 28 colisões de veículos com postes, menos que em 2010, ano que registrou 39 acidentes deste tipo. Em Várzea Grande, a Avenida da FEB é onde este tipo de colisão é mais freqüente. Na Grande Cuiabá, portanto, o prejuízo com 98 postes foi de cerca de R$ 117 mil. As causas mais comuns são perda de controle do veículo, dirigir depois de ingerir bebida alcoólica e aquaplanagem. (KA)

Edição EDIÇÃO 16961




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