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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

CIDADES
Sábado, 02 de Outubro de 2010, 18h:29

TRÂNSITO

Batalhão sem estrutura

Reativado há cinco meses, depois de desenvolver fundamental trabalho durante anos, setor da PM opera de forma precária

ALECY ALVES
Da Reportagem
Reativado formalmente há cinco meses, o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar continua operando precariamente, com apenas 50 policiais, dos quais somente 39 vão às ruas, e sem caminhão-guincho para o transporte dos veículos apreendidos nas blitze e atividades cotidianas. Criado na década de 80, o BPTran operou por 20 anos e chegou a ter mais de 250 policiais em seus quadros. Desativado em 2007, juntamente com outras unidades de policiamento especializado como Batalhão Ambiental e Rotam (Ronda Ostensiva Tático Metropolitana), a unidade de trânsito se restringiu a um núcleo dentro do Comando Regional I (CR-I). Recriado este ano, dentro do Plano Estadual de Ações de Segurança (PAS), as poucas operações desenvolvidas, respeitando as limitações de infraeestrutura e efetivo, foram suficientes para mostrar que o fechamento do Batalhão foi um erro. Em uma operação especial realizada na segunda quinzena de setembro em municípios da região norte, entre os quais Campo Novo do Parecis, Juara, Juína e Brasnorte, os policiais aplicaram 301 multas e apreenderam os documentos de 18 veículos. O comandante do BPTran, tenente-coronel Wilson Batista, informou que os carros não foram recolhidos por falta de caminhão-guincho para transportá-los até uma Ciretran, unidade de trânsito vinculada ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Pela legislação, explicou ele, quando não há como transportar os carros, apreende-se a documentação como forma de fazer com que o proprietário do veículo procure o órgão de trânsito. O comandante adiantou que o guincho está em fase de aquisição. Essa operação se constituiu na primeira ação do recém-criado Policiamento Volante de Patrulhamento Rodoviário, um modelo de fiscalização instituído como forma de tentar compensar a total ausência no interior do Estado. O comandante Wilson Batista reforçou informando que desde a reativação do Batalhão houve um aumento de mais de 500% no número multa aplicadas e veículos apreendidos, além do trabalho de prevenção e educação para o trânsito. Atualmente, as únicas rodovias estaduais beneficiadas com postos fixos de policiamento de trânsito são as que dão acesso aos municípios de Chapada dos Guimarães, Santo Antônio de Leverger e Acorizal (MTs 251, 040 e 010). A área urbana, que também deveria ser atendida, a exemplo do que aconteceu durante a longa existência do antigo Batalhão, continua desguarnecida. O policiamento na cidade só deve acontecer a partir de 2011, com o ingresso de mais homens. A previsão é de que alguns dos novos policiais aprovados no concurso público do Estado sejam designados para o trânsito. Até 2014, para a Copa de Futebol, Mato Grosso deve ter 500 policiais militares atuando no trânsito. Antes disso, dentro de 40 dias, o Batalhão deverá fixar seu comando na sede do Departamento de Trânsito (Detran), no Centro Político Administrativo (CPA). O tenente-coronel Wilson Batista evitou críticas sobre a extinção do Batalhão, apenas disse que “naquela época os gestores vislumbraram outra estratégia de policiamento”. Mais recentemente, outros gestores perceberam não apenas que o Batalhão é viável e necessário como instituíram uma chefia específica, denominada Comando Especializado, que reúne o Bope, Guarda dos Presídios, Batalhão Ambiental e o Batalhão de Trânsito

Edição EDIÇÃO 16961




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