CIDADES
Quarta-feira, 02 de Fevereiro de 2011, 21h:34
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DESLIZAMENTO
Barranco na Prainha ameaça banco da CEF
Agência na via, localizada ao lado de posto de combustível, deixou de atender clientes por orientação da Defesa Civil, que vê risco de queda
CAROLINA HOLLAND
Da Reportagem
A agência da Caixa Econômica Federal da avenida Prainha, no Centro de Cuiabá, suspendeu ontem o atendimento ao público por recomendação da Defesa Civil do município devido ao risco de deslizamento de terra do barranco que fica atrás do banco. A interrupção do atendimento será por tempo indeterminado. A Defesa Civil interditou um escritório de contabilidade que fica na parte de cima do barranco, na rua Joaquim Leite de Figueiredo, também por causa do risco do deslizamento. O perigo para o escritório é ainda maior, porque se houver deslizamento de terra, o imóvel vai desabar, disse o coordenador da Defesa Civil do município, José Pedro Zanetti. A agência da Caixa Econômica Federal fica logo abaixo do escritório. Os funcionários do banco poderão continuar trabalhando, mas pedimos a suspensão do atendimento ao público externo pelo menos até que haja estabilidade no local, para não colocar os clientes em risco, afirmou Zanetti. A diretoria da agência da CEF na avenida não quis comentar o assunto. Os problemas no barranco começaram graças à obra em um posto de combustível que fica ao lado da agência da Caixa Econômica, na avenida. A construção, que começou há cerca de um mês, provocou o deslizamento de terra do barranco nos fundos do estabelecimento comercial. O gerente da rede de postos de combustível Idasa, Juliano Cezar Volpeto, disse que o objetivo era construir no local um muro de quatro metros de altura e, depois colocar grama em parte da área. No restante do terreno, a intenção era fazer uma espécie de anexo do posto. A obra foi interrompida em meados de janeiro por recomendação da Defesa Civil, que pediu aos responsáveis pelo posto de gasolina que colocassem uma lona no barranco a fim de evitar novos deslizamentos. No entanto, as chuvas das últimas semanas fizeram com que o barranco voltasse a ceder. Os diretores do escritório de contabilidade ficaram assustados com o deslizamento e entraram em contato com a Defesa Civil, disse Zanetti. Uma equipe foi ao local e constatou os riscos de novos deslizamentos. Zanetti disse ainda que a Defesa Civil pediu à administração do posto de combustível a construção de um muro de gabião, uma espécie de gaiola metálica preenchida com pedras, para a contenção do barranco. O coordenador informou que a obra começou ontem à tarde. A Defesa Civil também recomendou que a loja de conveniência do posto suspenda o funcionamento pelo menos no período noturno. Segundo a Defesa Civil do município, Cuiabá tem 1.370 áreas de risco cadastradas, mas não há número suficiente de profissionais do setor para fazer o trabalho de fiscalização.