O psiquiatra Ubiratan de Magalhães Barbalho, que hoje à noite deverá ter pedido de interdição cautelar (suspensão do exercício da medicina) julgado pelo Conselho Regional de Medicina (CRM), há semanas não aparece para trabalhar na Policlínica do Coxipó. O médico é acusado de conceder licenças médicas que beneficiaram dezenas de policiais militares que respondem inquéritos e estão ameaçados de expulsão por envolvimentos em crimes. Servidor estadual aprovado em concurso público há 11 anos, Barbalho estava cedido para o município desde 2008. Na Secretaria Municipal de Saúde (SMS), onde está lotado, a informação é de que o médico retornou das férias no final de janeiro, trabalhou um único dia e depois, desapareceu. Na Secretaria não há registro de pedido de afastamento apresentado pelo psiquiatra. O mesmo acontece na Secretaria Estadual de Saúde onde, conforme informações da assessoria de imprensa, também está sendo investigado. A Comissão Permanente Processante da SES abriu procedimento para apurar o suposto envolvimento do médico na emissão de atestados falsos de policiais militares e servidores de outras secretarias. Entretanto, as duas secretarias informaram que aguardam a decisão do CRM para definir quais medidas adotar.